FISU - Universíadas

Jogos Mundiais Universitários da FISU Lucerne 2021 adiados

 

 

Os Jogos Mundiais Universitários da FISU, que este ano terão lugar na cidade suíca de Lucerne, foram adiados. A decisão foi anunciada pela FISU, ficando a garantia de que nos próximos dois meses será avaliada uma alternativa às datas anteriormente previstas - de 21 a 31 de janeiro.

 

A data final terá de ser aprovada pelo Comité Executivo da FISU, depois de ouvir a comissão organizadora e as autoridades suíças dos cantões envolvidos na organização da competição. 'Temos a certeza de que esta é a decisão certa para garantir os altos padrões da competição e a segurança de todos os participantes. A FISU e a comissão organizadora tudo farão para encontrar uma solução que seja conveniente para todos', referiu a Federação Internacional do Desporto Universitário em comunicado enviado às federações.

 

Esta é uma decisão que vem na sequência das condicionantes provocadas pela Covid-19, num ano em que várias competições nacionais e internacionais foram adiadas e canceladas.  

 

A 30ª edição da competição - anteriormente com a designação de Universíada de Inverno - volta aos alpes suíços 59 anos depois, tendo sido organizada pela última vez em Villars, no ano de 1962. 

 

 Foto: Facebook Winter Universiade 2021

Portugal despede-se com quatro medalhas e legado histórico no basquetebol

 

 

Portugal despediu-se este sábado das competições da 30.ª Universíada de Verão Nápoles 2019, de onde saiu com um saldo de quatro medalhas. Evelise Veiga conseguiu a dobradinha ao vencer as medalhas de prata no salto em comprimento e no triplo salto, Júlio Ferreira conquistou o bronze na competição individual de taekwondo e a Seleção Nacional Universitária de basquetebol feminino alcançou o terceiro posto, depois de ter vencido ao Japão no derradeiro jogo pela medalha de bronze.

 

Nesta edição o basquetebol conseguiu a melhor prestação de sempre numa Universíada, até agora o melhor que havia sido alcançado foi um 7º lugar, em 1997, na Sicília. Portugal foi a melhor Seleção da Europa e conseguiu pela primeira vez uma medalha para a modalidade. No voleibol a equipa orientada por João José conseguiu igualar a melhor prestação, um oitavo lugar em 2017, na edição que decorreu em Taipé. Júlio Ferreira melhorou o desempenho de há dois anos, altura em que ficou no 5.º posto, e fez levantar a bandeira nacional no Palacasoria, em Caserta. Evelise Veiga conseguiu as suas duas primeiras medalhas a nível internacional e juntou-se ao restrito lote de atletas a conseguir subir ao pódio duas vezes numa mesma edição (até aqui apenas Fernando Pimenta e Sara Moreira).

 

Este sábado, fecharam a competição as equipas de taekwondo e voleibol, ambas contra estudantes atletas da Taipé Chinesa. Da parte da manhã Júlio Ferreira, João Cruz, Rafael Forte e Tiago Gomes foram derrotados por 20-23 e já depois da hora de almoço, a equipa de voleibol, na luta pelo sétimo posto, perdeu por 1-3 (25-14; 18-25; 28-30 e 23-25), também frente à equipa de Taipé.

 

De referir que este domingo terá lugar a cerimónia de encerramento desta edição da Universíada de Verão, no Estádio San Paolo, local que acolheu a maior parte das provas de atletismo.

 

Júlio Ferreira ganhou o bronze no taekwondo

 

Júlio Ferreira (-74kg) conquistou a medalha de bronze na 30.ª Universíada de Verão Nápoles 2019, após ter vencido três combates. O estudante da Universidade do Minho e atleta pela AAUM perdeu nas meias-finais com o iraniano Amirmohammad Bakhshikalhori por 3-9 e ficou com o terceiro lugar do pódio. Antes disso, o português venceu Vladydlav Yerko (Ucrânia) por 2-0 (no ponto de ouro 8-8) no primeiro combate, o espanhol Javier Chicote Zafra (8-0) no segundo, e o Abdussamat Les (Cazaquistão), por 9-3, nos quartos de final.

 

No final, o português mostrou-se satisfeito e orgulhoso pelo feito alcançado. ‘Vinha de umas provas que não tinham corrido tão bem e na Universíada de Taipé fiquei às portas do pódio e agora conseguir a medalha é inexplicável. É daquelas metas que traçamos, que queremos alcançar mas que ao mesmo tempo tudo parece estar contra isso… desta vez consegui! Aqui e também nas rotinas que alguns de nós temos de Seleção, o facto de ter alguém a lutar pelo mesmo que nós dá-nos vontade de ser melhores’.

 

O estudante-atleta da academia minhota falou um pouco sobre o espírito que se vive na Universíada. ‘Apesar de o taekwondo estar um pouco afastado da vila de atletas principal este ano, continua a haver um espírito de união muito forte. Há a sensação clara de que estamos todos a lutar pelo mesmo, diferente do que temos quando vamos competir sozinhos. Depois há muito convívio, mistura de culturas e é uma experiência humana brutal’, disse, ele que repete a experiência depois de Taipé em 2017. E como se consegue ter desempenhos positivos nos meios académico e desportivo? ‘Controlar a rotina é a única maneira de conseguir conciliar os estudos e a prática desportiva. Eu consegui, demorei mais a acabar mas também valeu a pena e a verdade é que temos de aproveitar a idade que temos porque um atleta chega a uma certa idade e começa a ser diferente, há que aproveitar’.

 

Ainda no taekwondo, Sofia Cruz (-62kg) perdeu o primeiro combate (2-10) contra Amanda Bulford (Estados Unidos), alcançando o 17º lugar. No atletismo, Diogo Pinhão foi 26º classificado nos 800m, com 1.52:70, Edujose Lima ficou em 16.º lugar no lançamento do disco com 52.18m. Na ginástica rítmica, Beatriz Santos foi 29ª classificada na prova de arco (12,800) e 23º lugar na prova de bola (14,150). Na geral está em 26º lugar.

 

O dia em Itália acabou com a derrota da Seleção Nacional Universitária de Voleibol masculino, por 0-3 (25-16; 25-21 e 25-15), que disputará amanhã, frente à República Checa (13h30 PT) a posição entre 5º e 8º lugares.

José Lopes conseguiu oitavo lugar e basquetebol vai lutar pelo bronze

 

Dia de grandes emoções em Nápoles. José Lopes, que ontem tinha batido o record nacional absoluto dos 800 metros livres, foi esta segunda-feira à final e alcançou o oitavo lugar na prova. No basquetebol, a Seleção Nacional Universitária feminina defrontou a equipa medalha de ouro na Universíada de Taipé 2017, a Austrália, e saiu do jogo com um sabor amargo. Os números falam por si: a partida terminou 49 – 56 (14-12; 29-25 e 40;36). Segue-se agora o Japão na discussão pela medalha de bronze.

 

Ainda na natação, Francisco Santos foi 14º na classificação geral dos 200m costas com 2:00:16 e qualificou-se para a semifinal, onde acabou em 12º lugar com 2:00.04. Rita Frischknecht foi 21ª classificada na prova de 200 livres com 2:04:44, Francisco Quintas foi 24º classificado na prova de 50m bruços com 28:36 e Alexandre Amorim foi 39º classificado na prova de 50m bruços, com 28:97.

 

A estreia dos portugueses no atletismo, cujas provas decorreram no Estádio San Paolo, não poderia ter sido melhor. Isto porque Cátia Azevedo ‘abriu a pista’ e foi primeira da série nos 400 metros, com 53.05, tendo conseguido o apuramento para a final, Carlos Nascimento, 2.º da série nos 100m com 10.39 passou à semifinal, e Evelise Veiga que foi 3.ª classificada na qualificação do salto em comprimento (6.36) e está apurada para final. Pelo caminho ficaram Ophélie Oliveira, 22º lugar na classificação final da qualificação do lançamento do disco, Victor Korst, 13º na qualificação do salto em altura (2.15) e Ricardo Ferreira, 27.º nos 1500 metros (3:56.72).

 

No ténis, Martim Prata perdeu 6-4; 7-6 (5), na segunda ronda de singulares, e à tarde, em dupla com Daniel Rodrigues, disse adeus aos pares masculino ao perder com Taipé 0 - 2 (5-7; 3-6). Portugal terminou hoje a sua participação na esgrima com uma derrota frente à China por 34-45 na competição de equipas.

Joana Diogo foi 9.º lugar e ténis masculino seguiu em frente

 

 

Martim Prata defrontou o ucraniano Mykhailo Muraviov na primeira ronda de singulares e começou com o pé direito a competição ao vencer por duplo 6-3, juntando-se assim a Daniel Rodrigues na próxima ronda. Inês Mesquita foi a primeira portuguesa a competir este sábado e perdeu por duplo 1-6. Em estreia na competição de singulares, a tenista portuguesa não conseguiu superar a bielorrussa Katyarina Paulenka. Ana Filipa Santos perdeu por 1-6 e 3-6 com a checa Anastásia Zarycka (primeira cabeça de série) e ficou pelo caminho na segunda ronda, na competição de singulares. Nos pares feminino, a dupla portuguesa perdeu contra as eslovacas Veronika Koberlingova e Katarina Stresnakova, num jogo equilibrado do início ao fim (7-5 6-7 (5) e 11-13). 

 

Joana Diogo (-52Kg) venceu Arzuv Yalkapova, do Turquemenistão, por ippon. Na fase seguinte venceu a italiana Martina Castagnola novamente por ippon e passou aos quartos de final, tendo perdido com a sul coreana Da Sol Park por ippon. Nos quartos de final da repescagem perdeu frente a Diyora Keldiyorova (Uzbequistão) por ippon e ficou em nono lugar da prova. No masculino, Pedro Silva perdeu no open com o alemão Benjamin Bouizgarne por ippon. De referir que Bouizgarne foi medalha de bronze nos Jogos Europeus Universitários de 2018, em Coimbra. João Abreu (-66kg) perdeu com o australiano Noam Tidhar, por ippon, depois de ter ganho ao turco Berat Kilic, por 1-0, na primeira ronda.

 

Do tapete para as águas, a Piscina Scandone foi palco para a prestação de três dos oito nadadores lusos chamados a Nápoles. Rita Frischknecht foi 24.ª classificada nos 100 metros costas, com 1:03.98 (1.ª da série), Francisco Quintas ficou em 26.º lugar nos 200 metros bruços, com a marca de 2.16.38 (1.º da série), batendo o seu recorde pessoal, e Francisco Santos foi 35.º classificado nos 50 metros costas, com 26.10 (4.º da série).

 

Na esgrima, Rui Costa começou a fase de poules com três vitórias e três derrotas, venceu a primeira ronda a eliminar (15-10) e perdeu a segunda (2-15) falhando o acesso ao quadro 16.

 

Na final feminina de all around que decorreu no Palavesuvio, Mariana Pitrez conseguiu o 18.º lugar e leva de Nápoles a sua melhor prestação internacional.

 

O voleibol masculino entrou ontem em campo, frente à Rússia, e perdeu por 3-1. Os portugueses começaram bem, 26-24 no primeiro set, mas perderam os restantes (15-25; 20-25 e 17-25) e entraram com o pé esquerdo na competição. Seguem-se agora a Coreia do Sul (este domingo, às 16h30 PT no Palazetto dello Sport, em Ariano Irpino), China e Estados Unidos.

 

Este domingo há ainda jogo do basquetebol feminino, relativo aos quartos de final, frente à República Checa (19 horas em Portugal), e estarão a competição a natação, o ténis, o judo, e será a estreia no taekwondo.

Portugal estreia-se com o pé direito

 

Portugal estreou-se esta quarta-feira em competição, nas modalidades de basquetebol e ginástica artística. A equipa orientada por Ricardo Vasconcelos derrotou a congénere argentina por 64-50, em jogo a contar para a fase de grupos do lote B.

 

As portuguesas ganharam nos quatro períodos (12-6, 34-18, 50-31 e 64-50) e começaram com o pé direito. Seguem-se agora os restantes encontros do grupo B, frente à Roménia (esta quarta-feira, às 12 horas de Portugal) e com a Rússia na quinta-feira, à mesma hora.

 

Também em competição estiveram os ginastas Bernardo Almeida e Guilherme Campos, que prestaram provas em solo, cavalo com arções, argolas, saltos, paralelas simétricas e barra fixa. Bernardo Almeida, atleta-estudante da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Motricidade Humana, ocupa neste momento o quarto lugar no all around, quando faltam ainda competir atletas de várias nacionalidades. Guilherme Campos ocupa, para já, a 13.ª posição. 

 

Além do jogo de basquetebol feminino, entram em competição esta quinta-feira os atletas-estudantes da natação, judo e esgrima.

 

Nápoles 2019: Evelise Veiga passou de prata a ouro no triplo salto

 

 

A estudante-atleta Evelise Veiga, que representa o Politécnico de Leiria nas competições universitárias, sagrou-se campeã de triplo salto na Universíada de Nápoles que decorreu em julho de 2019. Esta atribuição foi comunicada pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU), depois de confirmar que a primeira classificada, a ucraniana Olha Korsun, deu positivo no controlo antidoping realizado após a final. 

 

Recorde-se que Evelise Veiga conquistou ainda em Nápoles a medalha de prata no salto em comprimento e que da cidade italiana trouxe duas medalhas, relativas à conquista do segundo lugar em duas disciplinas diferentes. Sabe-se agora que o lugar mais alto do pódio no triplo salto lhe pertence (com a marca de 13.81), novidade que recebeu com um sorriso. ‘Sem dúvida que foi muito bom receber esta notícia, embora não tenha desfrutado desse ouro na altura. Estou feliz por se ter feito justiça’, sublinhou Evelise em declarações ao site da FADU, ela que já tem garantido lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

 

O mesmo sentimento de justiça é partilhado pela treinadora, Cátia Ferreira. ‘Felizmente há cada vez mais mecanismos que protegem a verdade desportiva e neste caso foi feita justiça. É uma enorme satisfação embora não tenha tido a possibilidade de subir ao lugar mais alto do pódio. Contudo sem dúvida que é um dos pontos mais altos da carreira dela e que em 2021 consiga o primeiro lugar novamente’.

 

A Universíada de Nápoles decorreu de 3 a 14 de julho do ano passado e a comitiva portuguesa contou com a participação de 71 estudantes-atletas, em 10 modalidades. Além das medalhas alcançadas no Atletismo, Portugal conquistou ainda as medalhas de bronze com a Seleção Nacional Universitária de Basquetebol feminino e com Júlio Ferreira, no Taekwondo. 

 

 

 

 

Evelise Veiga volta a conquistar medalha de prata para Portugal

 

Evelise Veiga voltou a fazer sorrir os portugueses ao conquistar a segunda medalha de prata, desta feita no triplo salto, com a marca 13.81, só superada pela ucraniana Olha Korsun (13.90). A eslovena Neja Filipic ficou com o bronze (13.73).

 

Depois de estar na frente até ao último salto da prova, Evelise não escondeu as lágrimas no final. ‘É um misto de sentimentos porque é difícil estar em primeiro e depois no fim ficar em segundo. Tentei bater a marca dela mas não foi possível e ficou um sabor agridoce. Resta-me trabalhar mais para ultrapassar estes momentos e desenvolver o meu sentido de superação’, confessou a atleta. ‘Treinamos para dar alegrias às pessoas que nos apoiam e nos acompanham todos os dias e por isso sinto-me feliz. Sou a segunda a nível mundial, em duas disciplinas, e estou muito feliz com o resultado’, concluiu.

 

‘Foram as duas primeiras grandes medalhas que conquistou na carreira e tenho a certeza de que são as primeiras de muitas. Temos noção da dificuldade que é ganhar medalhas, mas tínhamos noção que era possível apesar de complicado. No triplo salto embora ela tivesse a melhor marca das inscritas, não sendo ainda especialista na disciplina sabíamos que seria sempre uma incógnita, ao contrário do salto em comprimento’, disse a treinadora Cátia Ferreira, no final da prova. A estudante do Politécnico de Leiria conquistou para Portugal duas das quatro medalhas somadas até ao momento, feito assinalável. ‘Enquanto treinadora só posso estar satisfeita. Conquistar duas medalhas numa competição desta natureza é muito positivo e representar as cores nacionais a este nível é… extraordinário!’, concluiu a treinadora da atleta portuguesa.

 

Ainda no atletismo, no triplo salto, Ana Oliveira ficou em 12º lugar com 13.02, nos 3000 metros obstáculos, André Pereira ficou em 12º lugar (8:47.08) e Ricardo Ferreira ficou em 13º lugar (8:57.14 recorde pessoal), e Joana Ferreira ficou em 13º lugar nos 5000 metros, com 17:18.80. Pela manhã, Joana Pontes competiu nos 20km marcha na Via Francesco Caracciolo, em Nápoles, e terminou no 18º lugar (1:47.10). Em primeiro lugar ficou a australiana Katie Hayward, com 1:33.30.

 

A Seleção Nacional Universitária de voleibol masculino foi a jogo com a República Checa, no Palacoscioni, para decidir a classificação do quinto ao oitavo lugares. Perdeu por 3-1 (25-23; 25-23; 21-25 e 25-18) e agora terá pela frente Taipé (11 horas de PT), na luta pelo sétimo posto.

 

Beatriz Santos voltou esta sexta-feira a competir no Palavesuvio, desta feita em maças (26º lugar 12.300) e fitas (31º lugar, 10.400). No all around acabou em 28º lugar (49.650).

 

No taekwondo, Rafael Forte perdeu na primeira ronda contra o mexicano Alexis Esquivel, por 7-9 e ficou em 17º lugar.

Basquetebol fez história ao conquistar medalha de bronze

 

 

A Seleção Nacional Universitária de basquetebol feminino fez história em Nápoles, ao conseguir o terceiro lugar na 30ª Universíada de Verão. A equipa orientada por Ricardo Vasconcelos disputou o terceiro lugar com a congénere do Japão e, após prolongamento, assegurou um lugar no pódio. O jogo terminou com 76 – 59 no marcador, num jogo muito equilibrado (13-17; 29-24; 43-48 e 58;58) e cheio de emoção.

 

‘Foi fantástico. Esta é a melhor prenda que recebi e poderei vir a receber’, confessou Inês Viana, capitã de equipa, em dia de aniversário. ‘Este grupo é o melhor de sempre. Antes do jogo disse-lhes que independentemente do resultado elas são o meu orgulho. Ganhar 18-01 no prolongamento comprova que nós não somos de bronze: somos de ouro! Trabalhamos muito para sermos a melhor equipa da Europa. E não é só nas seleções, é todo o ano. Temos muita força de vontade. Somos mulheres de garra!’, vincou.

 

Também o treinador, Ricardo Vasconcelos, mostrou a satisfação pelo objetivo alcançado. ‘Depois de perdermos o último jogo a motivação manteve-se elevada e esse é um ponto importante. Foram brilhantes a dar a volta ao jogo. Somos a melhor seleção da Europa. Todas trabalharam imenso, têm muito carácter e isso é fundamental’, disse, valorizando o percurso académico das estudantes e atletas que treina. ‘Tem tanto ou mais valor do que qualquer medalha e o desporto também é uma escola que fica para a vida toda. As situações que vivem aqui poderão vir a vivê-las no mundo do trabalho no futuro’.

 

Enquanto o basquetebol conquistava o bronze em Palabarbuto, Cátia Azevedo corria em busca da glória no Estádio San Paolo, na prova de 400 metros. A atleta portuguesa ficou em quinto lugar (52.07), ela que esta terça-feira alcançou mínimos para marcar presença no Mundial de Doha (51.62). Ainda no atletismo, na parte da manhã, Evelise Veiga e Ana Oliveira asseguraram presença na final do triplo salto com 13.59 (5º lugar) e 13.27 (9º lugar), respetivamente. A final está marcada para esta sexta-feira às 17h27 (hora PT) e tem transmissão na FISU TV.

 

No ténis, a dupla Martim Prata e Ana Filipa Santos conseguiu passar aos quartos de final na competição de pares mistos. Os portugueses conseguiram dar a volta ao marcador e ao par da Bielorrússia (3-6; 6-3; 11-9 super tie break) e estão agora entre as oito melhores equipas em prova.

 

Esta quarta-feira disse adeus à competição a natação, Portugal ficou em 14º lugar na estafeta 100 metros estilos com 3:44.12 e José Lopes foi 10.º classificado nos 400 metros estilos com 4:20:83. No taekwondo, João Cruz perdeu com Magomedov Qashin (Azerbaijão) por 2-27 e ficou em 17º lugar.

Basquetebol nas meias e José Lopes na final com recorde nacional

 

A Seleção Nacional Universitária de basquetebol feminino venceu a República Checa por 60-44 e seguiu para as meias-finais da competição, feito inédito da modalidade numa Universíada. No jogo destacaram-se Laura Ferreira com 24 pontos, sete ressaltos, seis roubos de bola e três assistências, e ainda Maria Kostourkova, segunda melhor marcadora, com nove pontos e oito ressaltos. A equipa defrontará agora a Austrália, medalha de ouro na Universíada de Verão Taipé em 2017.

 

O dia também correu bem aos portugueses em prova na Piscina Scandone de Nápoles. José Lopes bateu o recorde nacional absoluto nos 800 m livres (o anterior era de Fernando Costa desde 2007 – 08:05.35), com 08:03.80 (foi 2.º da série e 8.º na classificação geral) e passou à final, que será transmitida amanhã na FISU TV, a partir das 17 horas em Portugal. Raquel Pereira qualificou-se para a meia-final dos 200 metros bruços, onde alcançou o 10.º lugar da geral com 2:29.41. Guilherme Dias foi 39.º nos 100m livres, com 51:35 (5.º da série).

 

Daniel Rodrigues perdeu 1-6; 0-6 com Khumoyun Sultanov (Uzbequistão), segundo cabeça de série, na prova de singulares. Durante a tarde os portugueses tiveram motivos para sorrir, Martim Prata e Daniel Rodrigues ganharam o primeiro jogo de pares masculino por 6-4; 0-6 e 10-5 frente à dupla de eslovacos Marko M./Pavlovsky T. e passaram à próxima ronda.

 

No taekwondo poomsae, Diogo Ramalho foi 10º lugar no grupo em que competiu e falhou o acesso à próxima fase, enquanto Cláudia Sanches foi 12.ª e também não seguiu em frente. Ambos terminam em 17º lugar na geral.

 

Pedro Silva, Guilherme Salvador, João Abreu e João Fernando foram chamados à competição de judo por equipas, perdendo na primeira ronda frente à equipa da Moldávia, por 2-3.

 

A Seleção Nacional Universitária de voleibol masculino ganhou por 3-1 à Coreia do Sul, no segundo jogo da fase de grupos. A equipa das quinas ganhou por 25-21; 25-20; 27-29 e 25-8. Segue-se agora o encontro com a China, marcado para as 16h30 (hora PT) desta segunda-feira, em Palacoscioni – Nocera.

 

Amanhã estarão a competição as modalidades de atletismo, ténis, natação, esgrima basquetebol e voleibol.

Portugal soma e segue no ténis, basquetebol e ginástica artística

 

 

O Tennis Club Napoli, o Palacercola e o Palavesuvio foram os palcos que esta sexta-feira viram brilhar os estudantes-atletas portugueses que competiram nas modalidades de ténis, basquetebol e ginástica artística.

 

Na estreia do ténis em competição na 30.ª Universíada de Verão, Ana Filipa Santos venceu a australiana Aleksa Cveticanin por 6-4 e 7-6 (7-1 no tie break) e Daniel Rodrigues foi melhor do que Toms Sutris, da Letónia, vencendo por duplo 6-0. Ambos estão agora na próxima fase.

 

No basquetebol, a Seleção Nacional Universitária feminina venceu a Rússia por 75-54 e está pela primeira vez nos quartos de final da competição. A equipa treinada por Ricardo Vasconcelos ficou em primeiro lugar do grupo B e vai agora discutir um lugar nas meias-finais com a República Checa.

 

Na ginástica artística, Mariana Pitrez garantiu a presença na final do all around, ficou em 16.º lugar na qualificação, e fez a sua melhor prova de sempre a nível internacional, com 47,100. Volta a entrar em cena amanhã, a partir das 18h30. No masculino, Bernardo Almeida é 24º classificado e reserva na final all round masculina, também marcada para a tarde deste sábado.

 

Na fase de poules de espadas, o atirador Gonçalo Alves somou quatro vitórias e uma derrota, João Cruz ganhou por três vezes e perdeu outras tantas. Ambos ficaram pelo caminho na primeira ronda da fase a eliminar, e foram, respetivamente, 34.º e 49.º classificados. Carolina Oliveira, no florete, passou a fase de poules com quatro vitórias e duas derrotas e perdeu no acesso aos oitavos de final, por 15-13, tendo ficado na 22.ª posição.

 

Na natação, Raquel Pereira foi primeira da série nos 100 metros bruços, com 1:10.55, e ficou na 18.ª posição da classificação geral. Na mesma prova, Ana Rodrigues foi sétima com 1:10.69 e foi 22.ª na classificação geral. José Lopes foi primeiro da série nos 200 metros estilos, com 2:02.75, e ficou no 18.º lugar na classificação geral.

 

Joana Carvalho (-63kg) perdeu com a judoca do Turquemenistão Angelina Fillipova por 0-1 (wazari em golden score) e João Fernando (-73 kg) venceu o belga Charly Nys por ippon, tendo perdido na segunda ronda da repescagem frente ao alemão Lukas Vennekold por ippon no golden score.

 

De referir ainda que esta sexta-feira chegou a Nápoles a comitiva de atletismo, cujas provas começam no dia 8 de julho. Este sábado voltam a estar em competição a esgrima, o ténis, a natação, o judo e a ginástica artística.

Voleibol e ténis chegaram esta terça-feira

 

Com a contagem decrescente a dar as últimas para que comece a 30.ª Universíada de Verão Nápoles 2019, foi a vez de chegarem as comitivas do ténis e do voleibol masculino. Os tenistas chegam para competir na cidade napolitana, a equipa orientada por João José competirá em Salerno. Antes disso, foi tempo de hastear a bandeira portuguesa na Stazione Marittima, em Nápoles, onde estão ancorados os navios cruzeiro que servem de casa a milhares de atletas-estudantes por estes dias.

 

Portugal compete em duas modalidades nesta edição da Universíada de Verão e uma delas é o voleibol masculino. Dos convocados para dar o melhor na quadra por Portugal, está Miguel Sinfrónio, central que alinha pelo Sport Lisboa e Benfica, e aluno na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde frequenta a licenciatura em Ciências Políticas e Relações Internacionais. ‘As equipas que estão no nosso grupo são muito boas, os Estados Unidos e a Rússia têm sempre bons desempenhos e a Coreia e a China também são grandes equipas, embora não sejam tão ‘grandes’ em termos de altura. A meu ver temos boas hipóteses de passar à próxima fase, se conseguirmos manter o foco. Vão ser jogos muito disputados. O ambiente da equipa é espetacular, brincamos quando temos de brincar e jogamos quando temos de jogar, sempre com objetivos mas também com vontade de desfrutar da modalidade que amamos. A competição em si que tem particularidades muito especiais’.

 

Ana Santos, atleta do Clube de Ténis do Paço do Lumiar que ocupou o terceiro posto nos Jogos Europeus em Coimbra e que frequenta mestrado de Engenharia de Micro e Nanotecnologias na Universidade Nova de Lisboa, também foi uma das estudantes-atletas que chegou hoje e falou das primeiras impressões. ‘Já participei em alguns europeus universitários, pela Seleção Nacional participei em alguns europeus individuais e de equipas, como os CPLP, mas cada competição é diferente e vai ser uma experiência única!’, vaticinou à chegada. ‘Empenho, muita garra e muita competitividade’ são as palavras de ordem da tenista, que vê nesta chamada uma oportunidade única. ‘Ser atleta e estudante é uma mais valia para todos! Claro que não é fácil mas ter a oportunidade de disputar competições como esta, onde não só representamos a nossa universidade mas também o nosso país, é uma grande mais valia e um orgulho enorme’ salientou, mostrando-se grata pela chamada a Itália.

 

Esta terça-feira teve ainda lugar a cerimónia de hastear da bandeira, junto ao cais da Stazione Marittima, onde Portugal marcou presença com uma comitiva composta por várias modalidades e respetivos atletas e oficiais. A cerimónia de abertura está marcada para a noite desta quarta-feira, no estádio San Paolo. 

 

De referir que a competição arranca já amanhã. Bernardo Almeida e Guilherme Campos (ginástica artística, 10 horas, menos uma em Portugal continental) e a equipa de basquetebol feminino, que defronta a equipa da Argentina na primeira jornada do grupo B às 10h30 (09h30 em Portugal continental), serão os primeiros a competir. 

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