FISU - Universíadas

Portugal despede-se com quatro medalhas e legado histórico no basquetebol

 

 

Portugal despediu-se este sábado das competições da 30.ª Universíada de Verão Nápoles 2019, de onde saiu com um saldo de quatro medalhas. Evelise Veiga conseguiu a dobradinha ao vencer as medalhas de prata no salto em comprimento e no triplo salto, Júlio Ferreira conquistou o bronze na competição individual de taekwondo e a Seleção Nacional Universitária de basquetebol feminino alcançou o terceiro posto, depois de ter vencido ao Japão no derradeiro jogo pela medalha de bronze.

 

Nesta edição o basquetebol conseguiu a melhor prestação de sempre numa Universíada, até agora o melhor que havia sido alcançado foi um 7º lugar, em 1997, na Sicília. Portugal foi a melhor Seleção da Europa e conseguiu pela primeira vez uma medalha para a modalidade. No voleibol a equipa orientada por João José conseguiu igualar a melhor prestação, um oitavo lugar em 2017, na edição que decorreu em Taipé. Júlio Ferreira melhorou o desempenho de há dois anos, altura em que ficou no 5.º posto, e fez levantar a bandeira nacional no Palacasoria, em Caserta. Evelise Veiga conseguiu as suas duas primeiras medalhas a nível internacional e juntou-se ao restrito lote de atletas a conseguir subir ao pódio duas vezes numa mesma edição (até aqui apenas Fernando Pimenta e Sara Moreira).

 

Este sábado, fecharam a competição as equipas de taekwondo e voleibol, ambas contra estudantes atletas da Taipé Chinesa. Da parte da manhã Júlio Ferreira, João Cruz, Rafael Forte e Tiago Gomes foram derrotados por 20-23 e já depois da hora de almoço, a equipa de voleibol, na luta pelo sétimo posto, perdeu por 1-3 (25-14; 18-25; 28-30 e 23-25), também frente à equipa de Taipé.

 

De referir que este domingo terá lugar a cerimónia de encerramento desta edição da Universíada de Verão, no Estádio San Paolo, local que acolheu a maior parte das provas de atletismo.

 

Evelise Veiga volta a conquistar medalha de prata para Portugal

 

Evelise Veiga voltou a fazer sorrir os portugueses ao conquistar a segunda medalha de prata, desta feita no triplo salto, com a marca 13.81, só superada pela ucraniana Olha Korsun (13.90). A eslovena Neja Filipic ficou com o bronze (13.73).

 

Depois de estar na frente até ao último salto da prova, Evelise não escondeu as lágrimas no final. ‘É um misto de sentimentos porque é difícil estar em primeiro e depois no fim ficar em segundo. Tentei bater a marca dela mas não foi possível e ficou um sabor agridoce. Resta-me trabalhar mais para ultrapassar estes momentos e desenvolver o meu sentido de superação’, confessou a atleta. ‘Treinamos para dar alegrias às pessoas que nos apoiam e nos acompanham todos os dias e por isso sinto-me feliz. Sou a segunda a nível mundial, em duas disciplinas, e estou muito feliz com o resultado’, concluiu.

 

‘Foram as duas primeiras grandes medalhas que conquistou na carreira e tenho a certeza de que são as primeiras de muitas. Temos noção da dificuldade que é ganhar medalhas, mas tínhamos noção que era possível apesar de complicado. No triplo salto embora ela tivesse a melhor marca das inscritas, não sendo ainda especialista na disciplina sabíamos que seria sempre uma incógnita, ao contrário do salto em comprimento’, disse a treinadora Cátia Ferreira, no final da prova. A estudante do Politécnico de Leiria conquistou para Portugal duas das quatro medalhas somadas até ao momento, feito assinalável. ‘Enquanto treinadora só posso estar satisfeita. Conquistar duas medalhas numa competição desta natureza é muito positivo e representar as cores nacionais a este nível é… extraordinário!’, concluiu a treinadora da atleta portuguesa.

 

Ainda no atletismo, no triplo salto, Ana Oliveira ficou em 12º lugar com 13.02, nos 3000 metros obstáculos, André Pereira ficou em 12º lugar (8:47.08) e Ricardo Ferreira ficou em 13º lugar (8:57.14 recorde pessoal), e Joana Ferreira ficou em 13º lugar nos 5000 metros, com 17:18.80. Pela manhã, Joana Pontes competiu nos 20km marcha na Via Francesco Caracciolo, em Nápoles, e terminou no 18º lugar (1:47.10). Em primeiro lugar ficou a australiana Katie Hayward, com 1:33.30.

 

A Seleção Nacional Universitária de voleibol masculino foi a jogo com a República Checa, no Palacoscioni, para decidir a classificação do quinto ao oitavo lugares. Perdeu por 3-1 (25-23; 25-23; 21-25 e 25-18) e agora terá pela frente Taipé (11 horas de PT), na luta pelo sétimo posto.

 

Beatriz Santos voltou esta sexta-feira a competir no Palavesuvio, desta feita em maças (26º lugar 12.300) e fitas (31º lugar, 10.400). No all around acabou em 28º lugar (49.650).

 

No taekwondo, Rafael Forte perdeu na primeira ronda contra o mexicano Alexis Esquivel, por 7-9 e ficou em 17º lugar.

Júlio Ferreira ganhou o bronze no taekwondo

 

Júlio Ferreira (-74kg) conquistou a medalha de bronze na 30.ª Universíada de Verão Nápoles 2019, após ter vencido três combates. O estudante da Universidade do Minho e atleta pela AAUM perdeu nas meias-finais com o iraniano Amirmohammad Bakhshikalhori por 3-9 e ficou com o terceiro lugar do pódio. Antes disso, o português venceu Vladydlav Yerko (Ucrânia) por 2-0 (no ponto de ouro 8-8) no primeiro combate, o espanhol Javier Chicote Zafra (8-0) no segundo, e o Abdussamat Les (Cazaquistão), por 9-3, nos quartos de final.

 

No final, o português mostrou-se satisfeito e orgulhoso pelo feito alcançado. ‘Vinha de umas provas que não tinham corrido tão bem e na Universíada de Taipé fiquei às portas do pódio e agora conseguir a medalha é inexplicável. É daquelas metas que traçamos, que queremos alcançar mas que ao mesmo tempo tudo parece estar contra isso… desta vez consegui! Aqui e também nas rotinas que alguns de nós temos de Seleção, o facto de ter alguém a lutar pelo mesmo que nós dá-nos vontade de ser melhores’.

 

O estudante-atleta da academia minhota falou um pouco sobre o espírito que se vive na Universíada. ‘Apesar de o taekwondo estar um pouco afastado da vila de atletas principal este ano, continua a haver um espírito de união muito forte. Há a sensação clara de que estamos todos a lutar pelo mesmo, diferente do que temos quando vamos competir sozinhos. Depois há muito convívio, mistura de culturas e é uma experiência humana brutal’, disse, ele que repete a experiência depois de Taipé em 2017. E como se consegue ter desempenhos positivos nos meios académico e desportivo? ‘Controlar a rotina é a única maneira de conseguir conciliar os estudos e a prática desportiva. Eu consegui, demorei mais a acabar mas também valeu a pena e a verdade é que temos de aproveitar a idade que temos porque um atleta chega a uma certa idade e começa a ser diferente, há que aproveitar’.

 

Ainda no taekwondo, Sofia Cruz (-62kg) perdeu o primeiro combate (2-10) contra Amanda Bulford (Estados Unidos), alcançando o 17º lugar. No atletismo, Diogo Pinhão foi 26º classificado nos 800m, com 1.52:70, Edujose Lima ficou em 16.º lugar no lançamento do disco com 52.18m. Na ginástica rítmica, Beatriz Santos foi 29ª classificada na prova de arco (12,800) e 23º lugar na prova de bola (14,150). Na geral está em 26º lugar.

 

O dia em Itália acabou com a derrota da Seleção Nacional Universitária de Voleibol masculino, por 0-3 (25-16; 25-21 e 25-15), que disputará amanhã, frente à República Checa (13h30 PT) a posição entre 5º e 8º lugares.

 

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