Internacional

Equipa de basquetebol em Caserta de olhos postos na fase de grupos

 

A Seleção Nacional Universitária de basquetebol feminina que irá defender as cores nacionais na Universíada de Verão Nápoles 2019 já se encontra em Itália. A três dias de se estrear em competição, frente à equipa da Argentina, é ainda tempo de medir o pulso à cidade e continuar a preparação para entrar com o pé direito na competição.

 

Pela segunda vez numa universíada, Joana Soeiro, sabe da riqueza desportiva que a competição envolve. ‘Por ser uma prova mundial e não europeia, que é o que estamos mais habituadas e que nos leva a defrontar equipas com o mesmo estilo de jogo muitas vezes, aqui temos diferentes estilos’ disse, sem esquecer a parte cultural. ‘Vir à universíada é sair da cultura europeia e poder estar em contacto com uma mistura muito boa de culturas de todo o mundo’, acrescentou a estudante-atleta que seguiu a via académica nos Estados Unidos.

 

‘Quanto às adversárias… a Rússia é forte, não sabemos tanto o que esperar da Argentina porque terá uma cultura desportiva diferente, mas na última universíada ficamos em nono lugar e o objetivo é melhorar sempre. Queremos ficar nos primeiros dois lugares do grupo para depois tentar ficar nos oito primeiros’ traçou a basquetebolista portuguesa, vincando o objetivo de deixar marca em Itália. Queremos ir melhorando sempre a nossa prestação a cada dois anos e ganhar o respeito nesta modalidade e nesta competição’. Sobre o ambiente no seio do grupo, não poderia ser melhor, assegura. ‘Das doze, oito ou nove juntam-se sempre desde os sub-15/sub-16 para representar as seleções e damo-nos muito bem fora de campo. Isso também se reflete na altura de competir’.

 

Também para o selecionador nacional universitário, Ricardo Vasconcelos, esta competição não é novidade. ‘O espírito de uma universíada é muito semelhante ao espírito olímpico, tudo gira à volta do estudante-atleta português com um requinte multidesportivo. Não se trata de uma modalidade da Nação mas sim do desportista da nossa Nação! A dimensão física e intelectual do evento ganha contornos muito superiores ao de outras competições em que já participamos’, começou por dizer. ‘No caso concreto do basquetebol, o que tem de mais espetacular é o contacto com nações fora da europa, com culturas de basquetebol completamente díspares, e sentir as diferenças desde o sul-americano ao australiano’.

 

O selecionador português, que também treina a equipa nacional, entende que a parceria entre a Federação Portuguesa de Basquetebol e a Federação Académica do Desporto Universitário é ‘super proveitosa’ porque reúne o melhor de vários mundos. ‘Esta competição permite a várias jogadoras com afirmação recente no escalão seniores ganhar muita experiência internacional e também funciona como uma grande motivação para trabalhar e atingir mais e maiores palcos dentro da modalidade’. No que respeita a objetivos, o treinador tem os pés assentes na terra e a ambição assente nos sonhos: ‘Temos como meta fazer melhor do que há dois anos e para isso estamos obrigados a ficar nos dois primeiros lugares do nosso grupo. Acreditamos nisso porque o grupo tem uma ótima ética de trabalho e é ambicioso’.

 

De referir ainda que a equipa de basquetebol, composto por doze atletas, compete em Caserta nos dias 3, 4 e 5 de julho, tendo pela frente as seleções da Argentina, Roménia e Rússia, equipas que fazem também parte do grupo B.

 

Comitiva portuguesa da ginástica artística já está em Nápoles

 

A comitiva da ginástica artística que irá representar Portugal na 30.º Universíada de verão já aterrou em Nápoles. Bernardo Almeida e Guilherme Campos estreiam-se a competir no dia 3 de julho, Mariana Pitrez tem a primeira prova no dia 5 de julho.

 

Acabados de chegar ao porto napolitano, local de estadia e onde funciona a área internacional, os estudantes-atletas mostraram entusiasmo com a experiência que agora iniciam. Bernardo Almeida está na segunda universíada, a primeira experiência foi em Taipé 2017, e sabe bem o que um evento multidesportivo desta natureza acrescenta. ‘É um espírito diferente das provas a que nós estamos habituados. Não há só ginástica ou atletismo, há espírito de maior união e equipa porque estamos todos a torcer pelo nosso País. Acabamos por acompanhar a competição de outras modalidades e até vemos atletas que conhecemos da televisão’, referiu, acrescentando que as vertentes desportiva e humana de cada participante saem reforçadas. ‘Quero tentar superar-me’, sublinhou ainda, mostrando o desejo de vir a participar na edição de 2021, que seria a sua terceira.

 

As provas da ginástica artística terão lugar no Palavesuvio, na cidade de Nápoles, e para a competição, as palavras de ordem são comuns: ‘Quero dar o meu melhor!’, disse Mariana Pitrez. ‘Trabalhei para estar aqui e é muito bom poder ver de perto outras ginastas de alto nível. É a minha primeira vez, sei que há um espírito jovem e agora é aproveitar!’, acrescentou.

 

Tal como os companheiros, Guilherme Campos está pela primeira vez em solo italiano e revelou o que lhe vai na alma. ‘Estou contente por poder representar Portugal e que ajude a contribuir para a boa imagem do desporto português, que vai muito além do futebol’, disse, referindo ainda o desejo de ‘fazer uma prova limpa e aproveitar para ver os outros atletas em competição’.

 

Para este domingo está marcada a chegada da equipa feminina de basquetebol a Itália, cuja competição arranca em Caserta na quarta-feira. Portugal defronta a Argentina no primeiro jogo da fase de grupos.

Golfe: AAUAlg/Universidade do Algarve chega ao sexto lugar por intermédio de Sara Gouveia

 

Terminou em Antequera, Espanha, o Campeonato Europeu Universitário de Golfe onde a portuguesa Sara Gouveia conseguiu o sexto lugar, na competição individual. A estudante-atleta da AAUAlg/Universidade do Algarve, acumulou 315 pontos nos quatro dias.

 

Na competição feminina por equipas, no somatório dos quatro dias, a AAUAlg conseguiu o sétimo lugar da classificação final, com 180 pontos no primeiro dia, 176 no segundo, 182 no terceiro e 173 no último dia, conseguindo assim 711 pontos.

 

Também na prestação por equipas, no masculino, a AAUAlg alcançou o sexto posto com 241 pontos no primeiro dia, 244 no segundo, 250 no terceiro e 238 no último, finalizando com 973 pontos. Na competição individual masculina, Francisco Baião alcançou o décimo sétimo lugar (77, 80, 82 e 76, acumulando um total de 315 pontos).

 

De referir que a competição de âmbito europeu decorreu durante quatro dias e juntou cinco estudantes-atletas: Alice Silvestre, Sara Gouveia, Miguel Ribeiro, Daniel Caixeiro e Francisco Baião, que ficou em primeiro lugar na classificação net.

 

 

 

 

 

 

 

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