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7 Estudantes-Atletas Universitários nos Jogos Olímpicos 2016

 

 

O desporto universitário português estará representado no maior evento multi-desportivo do mundo, com a presença de 7 atuais estudantes-atletas universitários de entre o total de 92 atletas portugueses que competirão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. 

 

Marta Onofre e Daniela Cardoso, do Atletismo, Filipa Martins, da Ginástica, Francisca Laia, da Canoagem, Vânia Neves e Diogo Carvalho, da Natação, e Rui Bragança, do Taekwondo, são os estudantes-atletas que estarão presentes no Rio, em representação das cores nacionais, que ao longo deste último ano envergaram as cores da sua academia em Campeonatos Nacionais Universitários e/ou Campeonatos Europeus Universitários, ou que representaram Portugal em Campeonatos do Mundo Universitários ou na Universíada de Verão 2015, decorrida em Gwangju, na Coreia do Sul.  

 

 

Dos 7 atletas apenas Diogo Carvalho não faz a sua estreia em Jogos Olímpicos. O nadador português, estudante da Universidade de Coimbra, vai já para a sua 3ª participação em Jogos, depois de Pequim em 2008 e Londres em 2012. O recordista nacional universitário e absoluto dos 200 metros estilos, prova em que competirá nestes Jogos, é mesmo uma presença assídua nos Campeonatos Nacionais Universitários de Natação, que domina há já alguns anos e em várias disciplinas.

 

 

Também na Natação, mas na prova de Águas Abertas, competirá Vânia Neves, recordista nacional universitária de 200 metros e 400 metros livres e campeã nacional universitária em várias provas, tanto na piscina curta como na piscina longa. A única portuguesa a assegurar a presença na prova de Águas Abertas no Rio é estudante de mestrado em Treino de Alto Rendimento Desportivo na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

 

 

Do atletismo universitário para os Jogos do Rio vão mais duas recordistas nacionais universitárias, Marta Onofre, no Salto com Vara, e Daniela Cardoso, na Marcha. A primeira, recém-formada em Medicina pela Universidade de Lisboa, detém os recordes nacionais universitários, tanto na pista coberta como na pista ao ar livre, e integrou a comitiva portuguesa participante na Universíada de Verão em 2015, onde garantiu presença na final do concurso e alcançou um prestigiante 8º lugar. Também a marchadora Daniela Cardoso, estudante da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, detém os recordes nacionais universitários na pista coberta e na pista ao ar livre, desta feita nos 3 km Marcha. Na distância em que competirá no Rio, os 20 km, a estudante-atleta participou na Universíada de Verão de Gwangju, em 2015, onde fechou os 10 primeiros lugares da tabela classificativa.

 

 

2 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze, são os impressionantes resultados totais da participação internacional universitária, em Campeonatos do Mundo e Universíadas de Versão, de Francisca Laia, Filipa Martins e Rui Bragança, 3 dos estudantes-atletas medalhados internacionalmente no último ano, em representação da FADU. Francisca Laia, estudante de Medicina da Universidade de Coimbra, foi medalha de ouro em K1 200 e K2 500 e medalha de prata em K2 200 no Campeonato do Mundo Universitário de Canoagem deste ano, que decorreu em Montemor-o-Velho, sendo a segunda estudante-atleta portuguesa a conquistar uma medalha internacional na Canoagem universitária, depois de Fernando Pimenta ter ganho duplamente o ouro, em K1 500 e K1 1000, na Universíada de Kazan, em 2013. 

 

 

A única representante portuguesa da Ginástica Artística no Rio foi outra das atletas universitárias em grande plano na Universíada de Gwangju, em 2015. Estudante de Ciências do Desporto, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Filipa Martins, arrecadou o bronze na prova de Trave, naquela que foi a primeira medalha portuguesa conquistada em competições internacionais universitárias, neste aparelho da Ginástica Artística. 

 

 

Após a ausência de participação do Taekwondo português nos Jogos de Londres, em 2012, Rui Bragança, estudante finalista de Medicina da Universidade do Minho, é o rosto do regresso da representação portuguesa da modalidade nos Jogos Olímpicos. Depois de Pedro Póvoa em Pequim 2008, curiosamente outro atleta que também fez carreira no desporto universitário, é a vez do vimaranense representar as cores portuguesas na edição de 2016 dos Jogos. Campeão nacional universitário já por 5 vezes, campeão europeu por outras 2, em representação da Associação Académica da Universidade do Minho, e medalha de prata na Universíada de Gwangju, em 2015, Rui Bragança é mesmo uma das grandes esperanças da comitiva nacional para a conquista de medalhas. 

 

 

A par destes 7 "magníficos" que participaram em Campeonatos Nacionais Universitários e/ou em Campeonatos do Mundo Universitários na época desportiva 2015/2016 ou na Universíada de Gwangju, em 2015, há mais 13 atletas que integram a missão portuguesa ao Rio 2016 que também já brilharam no desporto universitário. Do Atletismo, Carla Salomé Rocha, Cátia Azevedo, Irina Rodrigues, Jéssica Augusto, Sara Moreira, Patrícia Mamona e Nélson Évora, da Canoagem, Fernando Pimenta, do Judo, Joana Ramos, Telma Monteiro e Sergiu Oleinic, da Natação, Alexis Santos, e por fim, o triatleta Miguel Arraiolos. Deste elenco de luxo, Fernando Pimenta e Nélson Évora já subiram inclusive ao pódio em Jogos Olímpicos. O canoísta nos Jogos de Londres, em 2012, com a medalha de prata conquistada na prova de K2 1000, e Nélson Évora em Pequim 2008, onde ganhou o ouro no concurso do triplo salto. Já campeão olímpico, participou em duas edições das Universíadas, em 2009 e 2011, e em ambas com o mesmo desfecho em termos de resultados, o ouro conquistado na disciplina em que havia sido campeão olímpico.

 

Os Jogos Olímpicos de Verão do Rio de Janeiro serão a 24ª edição com presença de atletas portugueses, que ao todo conquistaram 23 medalhas, 4 de ouro, 8 de prata e 11 de bronze. Do total de medalhados olímpicos, há 3 ex-atletas universitários: os já referidos Fernando Pimenta e Nélson Évora e o judoca Nuno Delgado, medalha de bronze em Sidney 2000, depois de ter igualmente conquistado o bronze no Campeonato do Mundo Universitário de Judo em 1998, na República Checa. 

 

CMU Canoagem: Duas medalhas de ouro no último dia

 

Montemor-o-Velho recebeu esta sexta-feira, 10 de junho, o terceiro e último dia de competição do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem. A jornada foi preenchida com a realização de 17 finais de velocidade que trouxeram duas medalhas de Ouro para Portugal, uma conseguida pelo kayak da dupla Maria Cabrita e Francisca Laia em 500 metros e a segunda nos 200 metros a solo da portuguesa olímpica. A seleção da Polónia continuou a senda vitoriosa e regressou a casa com um total de 21 medalhas: 18 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze! O Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho foi a casa dos mundiais de velocidade de 8 a 10 de junho e juntou 162 estudantes-atletas de 18 países.

 

O vento forte e a manhã nublada não conseguiram tirar o brilho à formação da Polónia que garantiu, nas três primeiras finais do dia, igual número de medalhas de Ouro. A supremacia polaca foi quebrada por Francisca Laia e Maria Cabrita que conseguiram a primeira medalha de Ouro dos Mundiais Universitários de velocidade para Portugal. A dupla nacional estava muito satisfeita, mas também surpreendida: “Os 500 metros nunca foram a nossa especialidade, este ano não treinámos esta distância e não estávamos à espera de chegar a uma medalha, muito menos a de Ouro.” Admitiu a olímpica Francisca Laia, que ainda acrescentou: “No fundo fizemos tudo bem, conseguimos sair bem, viemos sempre numa boa pagaiada e mantivemos o ritmo até ao fim. Pode ser um pouco exagerado, mas foi a prova das nossas vidas!”, concluiu Francisca. A dupla portuguesa juntou a este título, a Prata nos 200 metros alcançada na véspera e o Ouro que Francisca Laia conseguiu em K1 200. A especialista portuguesa já espera um bom resultado, mas não deixou de frisar: “na linha de largada somos todos iguais, o lugar em que ficamos depende da prova que fazemos até à meta. E qualquer erro, sobretudo nos 200 metros, pode ser fatal!” Portugal fez-se representar nestes Campeonatos Mundiais com 24 selecionados e conseguiu 2 medalha de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze.

 

 

Olhando para as contas do Mundial encontramos na Polónia uma recordista. Trouxe a maior representação - 26 estudantes-atletas - e conseguiu 21 medalhas. Até o selecionador Piotr Grochowski ficou espantado: “Isto é incrível! Esperámos ganhar algumas medalhas, mas nunca pensei que pudessem ser tantas!” O líder polaco explica o sucesso alcançado com “trabalho árduo, excelentes treinadores, mas também muita alegria naquilo que fazemos”, concluiu. A segunda seleção com mais títulos alcançados foi a Itália com 11 medalhas - 1 de Ouro, 5 de Prata e 5 de Bronze. A fechar o pódio coletivo ficaram duas formações com 8 medalhas: Portugal (2 medalhas de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze) e a Hungria (1 de Ouro, 1 de Prata e 6 de Bronze).

 

Portugal teve pouco mais de três meses para preparar os Campeonatos, a FISU - Federação Internacional do Desporto Universitário depositou confiança nas cores nacionais e não se arrependeu. “Foi um campeonato excecional!”, começou por dizer Kemal Tamer, represente do Comité Executivo da FISU, para acrescentar: “Portugal tem uma das melhores pistas de canoagem do mundo, a paisagem é maravilhosa e a competição foi muito boa, por tudo isto o Comité Organizador está de parabéns!” Com os olhos postos no Brasil, Tamer não esconde “Gostava muito que alguns estudantes-atletas conseguissem bons resultados nos Jogos Olímpicos. Era bom para os atletas, para o país e também para a FISU.” O próximo Campeonato Mundial Universitário de Canoagem realiza-se em 2018, em Szeged, na Hungria.

CMU Canoagem: Domínio polaco com portugueses de “Prata”

 

Realizou-se esta quinta-feira, 9 de junho, o segundo dia de competição do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem, com a pista de Montemor-o-Velho a “entregar” os primeiros sete títulos mundiais da prova. A forte delegação polaca alcançou seis medalhas de Ouro, deixando apenas uma para a Hungria. A seleção portuguesa universitária terminou o dia com o maior número de segundos lugares, ao todo três medalhas de Prata e ainda apurou mais dois estudantes atletas para as finais do último dia de competição.

 

Pawel Szandrach fica para a história como o primeiro campeão mundial da jornada, gastou pouco mais de 3 minutos 30 segundos para cumprir os 1000 metros da pista de Montemor-o-Velho, em kayak. “Portugal dá-me sorte e esta é já a quarta medalha que consigo ganhar!”, começou por dizer o polaco, visivelmente satisfeito. Para depois explicar: “Treino com os melhores atletas do meu país e por isso consigo bons resultados.” A pouco mais de um segundo ficou a primeira medalha de prata portuguesa do dia conseguida por David Varela. O pódio dos K1 1000 ficou completo com o bronze de Joseph Beevers do Reino Unido.

 

 

Portugal foi a seleção que mais medalhas de Prata conseguiu esta quinta-feira. A segunda foi conseguida por Nuno Silva e Bruno Afonso que gastaram mais quatro segundos que a dupla vencedora, os polacos Wiktor Glazunow e Vicent Slominski em C2 1000. Para os portugueses não havia melhor forma de verificar a condição física que atravessam: “É bom que a concorrência seja forte, queremo-nos medir com os melhores e os polacos são vice-campeões no mundo!”, explicou Nuno Silva. Os estudantes de Medicina e Engenharia Informática da Universidade de Coimbra não podiam estar mais satisfeitos: “Foi um segundo lugar numa distância olímpica que temos vindo a preparar e é uma boa motivação para as provas de Sub 23 que são o principal objectivo desta época”, rematou Nuno Silva.

 

A única final feminina deste segundo dia de prova ficou reservada para o final da competição e, uma vez mais, a Polónia não perdoou! As “douradas” Dominika Wlodarczyk e Anna Pulawska, que pertencem à equipa principal sénior, não facilitaram a vida à dupla Maria Cabrita e Francisca Laia que alcançaram a terceira medalha de Prata do dia para os portugueses. “Sabíamos que este era o nosso lugar! O barco das polacas era o mais forte, mas quisemos dar luta até ao fim.”, disse Maria Cabrita. Na terceira posição do pódio de K2 200 ficaram as italianas Francesca Capodimonte e Francesca Genzo.

 

 

Montemor-o-Velho está na rota de treino e competição de grande parte das seleções presentes neste mundial de velocidade. Com o fim da competição em vista, Mário Santos, Presidente do Comité Organizador do evento, admite que desde o primeiro minuto “o grande objetivo da organização é que tudo corra bem, para todos, e que sejam cumpridos os requisitos técnicos da competição.” E não esconde: “É evidente que é sempre bom para nós que isto seja acompanhado do sucesso desportivo e isso aconteceu hoje, o que nos traz uma enorme alegria.”

 

O terceiro, e último, dia de competição tem início esta sexta-feira, feriado 10 de junho, às 10h no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho. O dia será preenchido com um total de 17 finais divididas pelas distâncias de 500 (durante a manhã) e 200 metros (durante a tarde), para homens e mulheres, em Kayak 1, 2 e 4, bem como Canoa 1, 2 e 4 apenas para homens.

 

Todos os resultados e calendário competitivo disponível em: www.canoesprintportugal.com

 

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