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Dia Internacional do Desporto Universitário - Mensagem do Presidente

 

 

Caros amigos,

 

Assinala-se hoje pela primeira vez o Dia Internacional do Desporto Universitário. Uma data naturalmente especial, proclamada pela UNESCO em 2015, que vem reconhecer o crescente desenvolvimento do Desporto Universitário pelos 4 cantos do mundo. 

 

Atuante nas dimensões desportiva, educativa e social, o Desporto Universitário assume-se hoje como um dos principais vetores para a massificação da prática desportiva, que por via dos valores cívicos, sociais e humanos se torna um pilar essencial no processo educativo de qualquer sociedade.  Ademais, proporciona também a vários estudantes-atletas a oportunidade de se desenvolverem desportivamente, criando mais momentos de competição e experiências internacionais reconhecidamente proveitosas para o seu crescimento enquanto atletas.

 

Por cá, a realidade desportiva universitária está igualmente em crescendo. As direções das Instituições de Ensino Superior cada vez mais assumem o desporto universitário como estratégico, oferecendo melhores condições para a prática desportiva e estando mais sensíveis para a importância das carreiras duais; o sistema desportivo nacional confia e cada vez mais reconhece o potencial do desporto universitário, tanto pela via do aumento do número de praticantes, como pelas oportunidades de competição oferecidas a jovens esperanças, cujos momentos competitivos nem sempre abundam. Assistimos também por isso a uma transformação de mentalidades, de pensar diferente e, porque não dizê-lo, bem mais à frente do que há anos atrás!

 

Por fim, uma palavra de profundo agradecimento a todos os que contribuíram e diariamente contribuem para a melhoria e evolução do Desporto Universitário no nosso país. Dirigentes, técnicos desportivos, treinadores, equipas médicas e, claro está, atletas. No passado fim de semana assinalámos esta data especial, na cidade do Porto, com conferências, debates e onde juntámos centenas de pessoas a praticar desporto, desde estudantes do Ensino Superior de várias academias do país a pais, filhos e avós da cidade do Porto, num verdadeiro hino à atividade física. No entanto, as comemorações não se ficam por aqui! Estas são extensíveis a toda a época desportiva que se avizinha, para juntos e diariamente exaltarmos a festa do Desporto Universitário!

 

Estão todos convidados a participar!

 

Daniel Monteiro 

Presidente da FADU

 

"O nosso tempo de ser atleta é este, não pode ser outro"

 

O terceiro e último painel do dia do Fórum FADU, reuniu José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, Ricardo Morgado, director técnico nacional de canoagem e Pedro Seabra, andebolista e recém-licenciado em medicina. As dificuldades em praticar desporto conciliado com os estudos foram a tónica principal do debate, mas Pedro Seabra fez questão de vincar que: “Quero passar a mensagem de que é possível conciliar as coisas”.

 

O andebolista do ABC de Braga que se sagrou já campeão nacional de andebol e que foi eleito o jogador do ano em 2015/2016 deu o mote para o debate, defendendo que muitas vezes "são os sonhos que nos fazem superar barreiras e ir mais além" e explicando que no desporto a cultura não vai mudar "enquanto não for considerado uma mais valia para o país".

 

Apesar de compreender "as instituições que não têm um trabalhador a tempo inteiro e quando têm vem cansado", Pedro Seabra diz que "o nosso tempo de ser atleta é este, não pode ser outro. A vida desportiva é curta”, acrescentando ainda que terá "oportunidade de ser médico toda a vida, mas para ser desportista tem que ser agora” e salientando que "quantos mais exemplos tivermos de carreiras duais com sucesso, mais esperança traz".

 

Ricardo Machado, vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e director técnico nacional, considera que "valorizar o papel do atleta-estudante cabe às instituições académicas", lamentando que "no fim de cada edição dos Jogos Olímpicos se discuta um bocadinho o desporto e se chegue sempre à conclusão de que o problema é a escola".

 

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, corroborou esta tese, lamentando a "falta de ação" e afirmando que "a redução da importância da Educação Física tem um valor simbólico muito maior do que a medida em si", sem no entanto deixar de dizer que espera que "o futuro seja mais risonho para as gerações futuras, ainda que essa evolução seja muito lenta".

 

 

 

"O desporto deve fazer parte do dia-a-dia da academia"

 

 

O segundo painel do dia, debateu as "Boas práticas desportivas nas Instituições de Ensino Superior", juntando à volta "da mesa", Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto, Mário Santos, Secretario-Geral dos EUG2018 e Chefe da Missão Olímpica Londres 2012 e Gonçalo Paiva Dias, vice-reitor da Universidade de Aveiro.

Mário Santos insistiu na temática de que "o desporto na prática diária também é importante, não são só os resultados” e que "o desporto deve fazer parte do dia-a-dia da academia", apelando a que o desporto seja visto como um hábito como ler por exemplo. O Secretário-Geral dos Jogos Europeus que se vão realizar em Coimbra em 2018 considera ainda que o problema actualmente é "a incapacidade de desenvolver um modelo. Cada instituição desenvolve o seu modelo que depois não ganha dimensão".

Mário Santos acredita que "os Jogos Europeus têm que ter uma componente estratégica, porque não é pela vertente comercial que são organizados” e que "para ganharmos dimensão é preciso que as universidades sintam que é necessário investimento”, apelando ainda a que não se destrua o que é construído em Portugal só para "imitar modelos do estrangeiro".

Já Daniel Freitas e Gonçalo Paiva Dias, debruçaram-se sobre o trabalho mais especifico das academias que representam. Para o líder da Federação Académica do Porto, "pode haver uma saudável concorrência entre as boas práticas das academias e quem sai a ganhar são os estudantes”, acrescentando que "as instituições têm bons exemplos que servem para convencer os restantes”.

Gonçalo Paiva Dias, vice-reitor da Universidade de Aveiro, mostrou-se satisfeito pelo facto de a "universidade ter correspondido às exigências da Associação Académica" no que ao desporto diz respeito, explicando ainda que a Universidade está a "fazer um esforço para criar sinergias com os clubes locais, utilizando os técnicos e instalações”, uma ideia que Filipe Santos tinha já defendido no painel anterior, tendo em conta que "num país onde há poucos recursos, o desporto federado não deve estar desligado do desporto universitário”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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