As provas estão divididas por dois dias – 6 e 7 de março – e serão disputadas no pavilhão da Expocentro, estando a organização local a cargo do Politécnico de Leiria. Em jogo está a consagração de mais de duas dezenas de campeões, distribuídos pelas disciplinas da modalidade que estão previstas.
Na última época, no Altice Forum Braga, a Universidade do Porto conquistou o troféu coletivo (com um total de 13 medalhas), a Associação Académica de Coimbra ficou em segundo lugar (11 medalhas) e a Associação Académica da Universidade de Aveiro ocupou o terceiro posto do pódio (seis medalhas).
A competição irá cumprir as normas estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde para eventos desportivos, estando prevista a medição de temperatura à chegada dos estudantes-atletas, o uso de máscara, a desinfeção das mãos em permanência e a ausência de público nas bancadas. Estarão no recinto apenas o número mínimo de elementos necessários para assegurar a normal realização de cada prova e os estudantes-atletas que estiverem a competir no momento.
Decorreu esta quarta-feira, na Assembleia da República, uma audição pública com entidades da área do desporto, sobre os desafios inerentes ao período de pandemia que atravessa duas épocas consecutivas, e as medidas necessárias a adotar. O presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), André Reis, mostrou-se preocupado com a situação do desporto no seio do ensino superior e enunciou sugestões de medidas a implementar a curto, médio e longo prazo.
No início da sua intervenção, André Reis utilizou a palavra impotência para resumir o sentimento que impera no seio do desporto nacional, desde março do ano passado. O encerramento de infraestruturas e instalações desportivas, a decisão de não participação por parte de algumas das maiores Instituições de Ensino Superior – seguindo aquilo que o presidente considerou de ‘caminho mais fácil’ - e a ausência do ensino presencial, foram alguns dos entraves apontados, e que afetaram a atividade desportiva quer na época passada, quer na atual.
Na intervenção do dirigente da FADU foram sublinhadas as preocupações com o abandono da prática desportiva no ensino superior, a saída de muitos estudantes-atletas do sistema desportivo, a incapacidade de muitos clubes reterem talento, as dificuldades estruturais no funcionamento e organização dos clubes e também a impossibilidade de acesso ao estatuto estudante-atleta e bolsas de mérito desportivo por parte de alguns estudantes, que se viram privados da prática desportiva regular e de eventos elegíveis, em contexto universitário ou federado.
Perante os desafios colocados, foi sugerida a implementação de medidas como a inserção do tema «Desporto e Saúde Mental dos Estudantes» na agenda da saúde pública, e a realização de uma convenção nacional do Ensino Superior sobre o desporto universitário português. No documento entregue na comissão, é ainda sublinhada a importância da valorização do papel dos estudantes dirigentes através da sua formação, e do apoio à construção, requalificação e aquisição de infraestruturas e equipamentos desportivos, com vista a um maior reconhecimento do desporto e da atividade física no processo educativo das instituições. Por outro lado, foi também referida a necessidade de apoio à internacionalização do desporto universitário, com apoios específicos à participação dos clubes e estudantes-atletas em competições europeias e mundiais, e à realização de eventos internacionais em Portugal, possibilitando o acesso a apoios plurianuais. Neste capítulo, é ainda referida a proposta para priorização dos atletas e agentes desportivos que representem Portugal além fronteiras na terceira fase de vacinação, medida que, nas palavras de André Reis, não envolve despesa orçamental extra e que depende apenas da vontade política dos responsáveis políticos.
Na audição intervieram representantes da Confederação do Desporto de Portugal, Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Comité Olímpico de Portugal, Comité Paralímpico de Portugal, Confederação de Treinadores e de outras federações desportivas.
Pode aceder aquia todas as intervenções em formato vídeo.
A revista Futsal Planet elegeu uma vez mais os melhores do ano e nessa lista constam dois portugueses: o selecionador nacional e selecionador nacional universitário de futsal, Jorge Braz, e a futsalista Ana Catarina Pereira, que participou no Campeonato Mundial Universitário (CMU) de futsal em 2014, na cidade de Antequera.
Jorge Braz venceu a distinção de melhor selecionador pelo terceiro ano consecutivo, ele que teve um percurso marcado pela ligação ao desporto universitário. Enquanto selecionador nacional universitário, conta no currículo com quatro medalhas de bronze e uma de prata. Antes disso, integrou a Seleção Nacional Universitária de Futsal em 1994 e 1996, enquanto guarda-redes.
Ana Catarina Pereira, vencedora na categoria de melhor guarda-redes, foi estudante-atleta e além de ter participado no CMU disputado em Espanha, jogou futsal pela Associação de Estudantes do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (AEISCAL) no Campeonato Universitário de Lisboa.
Em destaque esteve também o treinador do Sporting, Nuno Dias, que foi internacional universitário em 1998 - no mundial que decorreu em Braga - e que a Futsal Planet colocou em terceiro lugar na categoria de treinadores de clubes.