O Campeonato Nacional Universitário de Hóquei em Patins está previsto decorrer de 3 a 5 de abril, no Pavilhão Municipal José Natário, em Viana do Castelo.
A última edição da competição realizou-se nas Fases Finais dos Campeonatos Nacionais Universitários de 2019, que se realizaram em Guimarães. Nessa época, a equipa masculina a ficar com o título de campeã nacional universitária foi a Associação Académica da Universidade do Minho. Na última edição participaram equipas de oito clubes FADU.
Os jogos do regresso da competição na modalidade de hóquei terão lugar no Pavilhão Municipal José Natário, um dos palcos da próxima edição das Fases Finais, e contam com o apoio à organização do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Federação de Patinagem de Portugal.
As equipas femininas da Associação Académica de Coimbra (AAC) e da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) passaram à fase final do Campeonato Nacional Universitário feminino de futsal. As duas equipas somaram, respetivamente, 10 e 9 pontos na segunda fase do apuramento NCS - Norte Centro e Sul, que decorreu nos últimos dois dias em Leiria.
Nesta segunda e última fase de apuramento foram disputados nove jogos, entre as seis equipas da zona norte - AAC, AAUMinho, Associação Académica de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD), Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI), do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) - e as cinco equipas da zona sul - Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém), Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), Politécnico de Leiria (P.Leiria), Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) e Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCBranco).
Além das duas equipas apuradas no NCS, disputarão a fase final as equipas apuradas nos Campeonatos Universitários de Lisboa e nos Campeonatos Académicos do Porto, além das equipas apuradas no play-off de acesso à fase decisiva da competição.
Decorreu este fim-de-semana, no Funchal, mais uma edição da Academia de Líderes, vertente que se insere nos programas levados a cabo pela Federação Académica do Desporto Universitário no âmbito do projeto da Academia FADU.
No sábado, as formações decorreram da parte da tarde e começaram com a intervenção do presidente da Associação Europeia do Desporto Universitário (EUSA), Adam Roczek, que falou um pouco da organização que lidera. O painel seguinte, ‘Desporto para pessoas com deficiência’, contou com a presença de Miguel Monteiro, estudante-atleta paralímpico que conquistou o bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, e também o seu treinador, João Amaral. Miguel enalteceu o apoio que a Universidade de Aveiro tem dado no seu percurso, ideia que o treinador reforçou. ‘O Miguel é um exemplo e somos uns privilegiados pelo tratamento que a universidade nos dá. Se não remarmos todos para o mesmo lado é complicado ter sucesso’. Em seguida, Márcia Martins do Gabinete Desporto Escolar, Educação Especial e Desporto Adaptado da secretaria Regional da Educação Governo Regional da Madeira, falou também das práticas que estão a ser levadas a cabo na ilha nesta área de atuação.
A tarde fechou com a mesa-redonda sobre ‘Os 33 anos da FADU’, da qual fizeram parte André Reis e Filipa Godinho, antigos presidentes da FADU, Duarte Lopes e Manuel Veloso, antigos secretário-geral da FADU, e Fernando Parente, antigo vice-presidente da FADU. Numa conversa que atravessou as várias fases da FADU, ficaram algumas histórias e também apontados alguns caminhos para o futuro.
‘É impossível passar para outros patamares sem membros com experiência na estrutura’, começou por dizer André Reis. Para o antigo dirigente, esta é ‘uma federação que exige muita resposta’ e que por isso o crescimento tem sido gradual. ‘A FADU tem duplicado os seus recursos humanos a cada década e, para crescer, temos de abdicar um bocadinho da ótica da nossa comissão fundadora’, referiu, sublinhando ainda a importância da descentralização.
Para Duarte Lopes, que além de secretário-geral da FADU foi chefe de Missão nas universíadas de Belgrado (2009) e Shenzhen (2011) e também galardão Prestígio da FADU, houve fases em que ‘não havia a proximidade que há agora, entre as associações e a FADU’ e reforçou que a federação tem vindo a melhorar os seus recursos humanos. Por outro lado, deixou uma reflexão, corroborada por outros elementos do painel, a de que se está ‘há muitos anos a dar o desporto a quem já o pratica’. Fernando Parente, antigo dirigente e chefe de Missão à Universíada de Sicília (1997), que atualmente desempenha funções de diretor para o Desenvolvimento e do Healthy Campus da FISU, sublinhou que Portugal ‘tem staff técnico em cargos de chefia’ espalhado pelo mundo e garantiu que a FADU ‘será tanto ou mais forte quanto as instituições associadas o sejam’.
Para a presidente da FADU durante o biénio 13/15, Filipa Godinho, ‘o modelo da FADU é um modelo único e que muitas vezes é referencial’ e salientou que, com o tempo também passou a ser procurada por outras federações. Manuel Veloso, que até novembro passado desempenhou funções na federação multidesportiva, falou do enquadramento institucional e disse que ‘quando uma federação nasce, há outra a querer nascer em simultâneo’ e que a FADU começou por ter reconhecimento logo no final da década de 80. Disse ainda, em jeito de repto, que o futuro pode passar por ‘retomar coisas do passado’.
Ao final do dia, Raul Faria, coordenador da vertente de Esports da Federação Portuguesa de Futebol, deu uma conferência onde apresentou o projeto FPF efootball, sessão que decorreu no Hotel Jardins D'Ajuda.
No domingo o programa passou pelas instalações do Club Sport Marítimo, com visitas guiadas e explicações sobre o modo de funcionamento do clube e as suas diferentes áreas de atuação.