O segundo painel do dia, debateu as "Boas práticas desportivas nas Instituições de Ensino Superior", juntando à volta "da mesa", Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto, Mário Santos, Secretario-Geral dos EUG2018 e Chefe da Missão Olímpica Londres 2012 e Gonçalo Paiva Dias, vice-reitor da Universidade de Aveiro.
Mário Santos insistiu na temática de que "o desporto na prática diária também é importante, não são só os resultados” e que "o desporto deve fazer parte do dia-a-dia da academia", apelando a que o desporto seja visto como um hábito como ler por exemplo. O Secretário-Geral dos Jogos Europeus que se vão realizar em Coimbra em 2018 considera ainda que o problema actualmente é "a incapacidade de desenvolver um modelo. Cada instituição desenvolve o seu modelo que depois não ganha dimensão".
Mário Santos acredita que "os Jogos Europeus têm que ter uma componente estratégica, porque não é pela vertente comercial que são organizados” e que "para ganharmos dimensão é preciso que as universidades sintam que é necessário investimento”, apelando ainda a que não se destrua o que é construído em Portugal só para "imitar modelos do estrangeiro".
Já Daniel Freitas e Gonçalo Paiva Dias, debruçaram-se sobre o trabalho mais especifico das academias que representam. Para o líder da Federação Académica do Porto, "pode haver uma saudável concorrência entre as boas práticas das academias e quem sai a ganhar são os estudantes”, acrescentando que "as instituições têm bons exemplos que servem para convencer os restantes”.
Gonçalo Paiva Dias, vice-reitor da Universidade de Aveiro, mostrou-se satisfeito pelo facto de a "universidade ter correspondido às exigências da Associação Académica" no que ao desporto diz respeito, explicando ainda que a Universidade está a "fazer um esforço para criar sinergias com os clubes locais, utilizando os técnicos e instalações”, uma ideia que Filipe Santos tinha já defendido no painel anterior, tendo em conta que "num país onde há poucos recursos, o desporto federado não deve estar desligado do desporto universitário”.
A FADU – Federação Académica do Desporto Universitário vai promover em conjunto com a Federação Académica do Porto (FAP) nos dias 17 e 18 de Setembro as comemorações do Dia Internacional do Desporto Universitário, no Edifício Transparente, no Porto.
No dia 17 de Setembro decorre o Fórum FADU, com a presença de inúmeros oradores para debater a dinâmica do desporto universitário em Portugal. O dia começa com a apresentação dos estudos da FADU sobre desporto adaptado e desporto informal, prosseguindo depois de almoço com uma palestra sobre o “Passado, presente e futuro: Organização do Desporto Universitário português”.
Nesse primeiro painel estarão presentes Filipe dos Santos, ex-presidente da FADU, Ricardo Morgado, adjunto do Secretário de Estado do Ensino Superior do XIX Governo Constitucional e João Ribeiro, coordenador do desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A partir das 16h o debate vai-se centrar nas “Boas práticas desportivas nas Instituições de Ensino Superior”, com a presença de Mário Santos. Secretário-Geral dos EUG 2018 e Chefe da Missão Olímpica Londres 2012, de João Paiva Dias, vice-reitor da Universidade de Aveiro e de Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto.
O último painel do dia, agendado para as 18h, contará com José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, Pedro Seabra, andebolista profissional e campeão do mundo universitário e de Ricardo Machado, vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e Diretor Técnico Nacional, para debater “A integração de um atleta de alto rendimento em ambiente escolar/académico”.
No final do dia será ainda apresentado o novo portal do desporto universitário, que a FADU lançará em breve.
No domingo, 18 de setembro, o dia será dedicado à prática desportiva, com várias atividades abertas a toda a população de forma gratuita, onde também vão marcar presença várias academias nacionais. Futebol, basquetebol, insufláveis, aulas de surf, entre outros, vão estar disponíveis para todos no Edifício Transparente no Porto.
A iniciativa promovida pela FADU e pela FAP conta com o apoio do IPDJ, da Câmara Municipal do Porto e do Edifício Transparente e integra-se nas comemorações do #IDUS2016, promovidas pela FISU.
O desporto universitário português estará representado no maior evento multi-desportivo do mundo, com a presença de 7 atuais estudantes-atletas universitários de entre o total de 92 atletas portugueses que competirão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.
Marta Onofre e Daniela Cardoso, do Atletismo, Filipa Martins, da Ginástica, Francisca Laia, da Canoagem, Vânia Neves e Diogo Carvalho, da Natação, e Rui Bragança, do Taekwondo, são os estudantes-atletas que estarão presentes no Rio, em representação das cores nacionais, que ao longo deste último ano envergaram as cores da sua academia em Campeonatos Nacionais Universitários e/ou Campeonatos Europeus Universitários, ou que representaram Portugal em Campeonatos do Mundo Universitários ou na Universíada de Verão 2015, decorrida em Gwangju, na Coreia do Sul.
Dos 7 atletas apenas Diogo Carvalho não faz a sua estreia em Jogos Olímpicos. O nadador português, estudante da Universidade de Coimbra, vai já para a sua 3ª participação em Jogos, depois de Pequim em 2008 e Londres em 2012. O recordista nacional universitário e absoluto dos 200 metros estilos, prova em que competirá nestes Jogos, é mesmo uma presença assídua nos Campeonatos Nacionais Universitários de Natação, que domina há já alguns anos e em várias disciplinas.
Também na Natação, mas na prova de Águas Abertas, competirá Vânia Neves, recordista nacional universitária de 200 metros e 400 metros livres e campeã nacional universitária em várias provas, tanto na piscina curta como na piscina longa. A única portuguesa a assegurar a presença na prova de Águas Abertas no Rio é estudante de mestrado em Treino de Alto Rendimento Desportivo na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
Do atletismo universitário para os Jogos do Rio vão mais duas recordistas nacionais universitárias, Marta Onofre, no Salto com Vara, e Daniela Cardoso, na Marcha. A primeira, recém-formada em Medicina pela Universidade de Lisboa, detém os recordes nacionais universitários, tanto na pista coberta como na pista ao ar livre, e integrou a comitiva portuguesa participante na Universíada de Verão em 2015, onde garantiu presença na final do concurso e alcançou um prestigiante 8º lugar. Também a marchadora Daniela Cardoso, estudante da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, detém os recordes nacionais universitários na pista coberta e na pista ao ar livre, desta feita nos 3 km Marcha. Na distância em que competirá no Rio, os 20 km, a estudante-atleta participou na Universíada de Verão de Gwangju, em 2015, onde fechou os 10 primeiros lugares da tabela classificativa.
2 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze, são os impressionantes resultados totais da participação internacional universitária, em Campeonatos do Mundo e Universíadas de Versão, de Francisca Laia, Filipa Martins e Rui Bragança, 3 dos estudantes-atletas medalhados internacionalmente no último ano, em representação da FADU. Francisca Laia, estudante de Medicina da Universidade de Coimbra, foi medalha de ouro em K1 200 e K2 500 e medalha de prata em K2 200 no Campeonato do Mundo Universitário de Canoagem deste ano, que decorreu em Montemor-o-Velho, sendo a segunda estudante-atleta portuguesa a conquistar uma medalha internacional na Canoagem universitária, depois de Fernando Pimenta ter ganho duplamente o ouro, em K1 500 e K1 1000, na Universíada de Kazan, em 2013.
A única representante portuguesa da Ginástica Artística no Rio foi outra das atletas universitárias em grande plano na Universíada de Gwangju, em 2015. Estudante de Ciências do Desporto, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Filipa Martins, arrecadou o bronze na prova de Trave, naquela que foi a primeira medalha portuguesa conquistada em competições internacionais universitárias, neste aparelho da Ginástica Artística.
Após a ausência de participação do Taekwondo português nos Jogos de Londres, em 2012, Rui Bragança, estudante finalista de Medicina da Universidade do Minho, é o rosto do regresso da representação portuguesa da modalidade nos Jogos Olímpicos. Depois de Pedro Póvoa em Pequim 2008, curiosamente outro atleta que também fez carreira no desporto universitário, é a vez do vimaranense representar as cores portuguesas na edição de 2016 dos Jogos. Campeão nacional universitário já por 5 vezes, campeão europeu por outras 2, em representação da Associação Académica da Universidade do Minho, e medalha de prata na Universíada de Gwangju, em 2015, Rui Bragança é mesmo uma das grandes esperanças da comitiva nacional para a conquista de medalhas.
A par destes 7 "magníficos" que participaram em Campeonatos Nacionais Universitários e/ou em Campeonatos do Mundo Universitários na época desportiva 2015/2016 ou na Universíada de Gwangju, em 2015, há mais 13 atletas que integram a missão portuguesa ao Rio 2016 que também já brilharam no desporto universitário. Do Atletismo, Carla Salomé Rocha, Cátia Azevedo, Irina Rodrigues, Jéssica Augusto, Sara Moreira, Patrícia Mamona e Nélson Évora, da Canoagem, Fernando Pimenta, do Judo, Joana Ramos, Telma Monteiro e Sergiu Oleinic, da Natação, Alexis Santos, e por fim, o triatleta Miguel Arraiolos. Deste elenco de luxo, Fernando Pimenta e Nélson Évora já subiram inclusive ao pódio em Jogos Olímpicos. O canoísta nos Jogos de Londres, em 2012, com a medalha de prata conquistada na prova de K2 1000, e Nélson Évora em Pequim 2008, onde ganhou o ouro no concurso do triplo salto. Já campeão olímpico, participou em duas edições das Universíadas, em 2009 e 2011, e em ambas com o mesmo desfecho em termos de resultados, o ouro conquistado na disciplina em que havia sido campeão olímpico.
Os Jogos Olímpicos de Verão do Rio de Janeiro serão a 24ª edição com presença de atletas portugueses, que ao todo conquistaram 23 medalhas, 4 de ouro, 8 de prata e 11 de bronze. Do total de medalhados olímpicos, há 3 ex-atletas universitários: os já referidos Fernando Pimenta e Nélson Évora e o judoca Nuno Delgado, medalha de bronze em Sidney 2000, depois de ter igualmente conquistado o bronze no Campeonato do Mundo Universitário de Judo em 1998, na República Checa.
Realizou-se esta quinta-feira, 9 de junho, o segundo dia de competição do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem, com a pista de Montemor-o-Velho a “entregar” os primeiros sete títulos mundiais da prova. A forte delegação polaca alcançou seis medalhas de Ouro, deixando apenas uma para a Hungria. A seleção portuguesa universitária terminou o dia com o maior número de segundos lugares, ao todo três medalhas de Prata e ainda apurou mais dois estudantes atletas para as finais do último dia de competição.
Pawel Szandrach fica para a história como o primeiro campeão mundial da jornada, gastou pouco mais de 3 minutos 30 segundos para cumprir os 1000 metros da pista de Montemor-o-Velho, em kayak. “Portugal dá-me sorte e esta é já a quarta medalha que consigo ganhar!”, começou por dizer o polaco, visivelmente satisfeito. Para depois explicar: “Treino com os melhores atletas do meu país e por isso consigo bons resultados.” A pouco mais de um segundo ficou a primeira medalha de prata portuguesa do dia conseguida por David Varela. O pódio dos K1 1000 ficou completo com o bronze de Joseph Beevers do Reino Unido.
Portugal foi a seleção que mais medalhas de Prata conseguiu esta quinta-feira. A segunda foi conseguida por Nuno Silva e Bruno Afonso que gastaram mais quatro segundos que a dupla vencedora, os polacos Wiktor Glazunow e Vicent Slominski em C2 1000. Para os portugueses não havia melhor forma de verificar a condição física que atravessam: “É bom que a concorrência seja forte, queremo-nos medir com os melhores e os polacos são vice-campeões no mundo!”, explicou Nuno Silva. Os estudantes de Medicina e Engenharia Informática da Universidade de Coimbra não podiam estar mais satisfeitos: “Foi um segundo lugar numa distância olímpica que temos vindo a preparar e é uma boa motivação para as provas de Sub 23 que são o principal objectivo desta época”, rematou Nuno Silva.
A única final feminina deste segundo dia de prova ficou reservada para o final da competição e, uma vez mais, a Polónia não perdoou! As “douradas” Dominika Wlodarczyk e Anna Pulawska, que pertencem à equipa principal sénior, não facilitaram a vida à dupla Maria Cabrita e Francisca Laia que alcançaram a terceira medalha de Prata do dia para os portugueses. “Sabíamos que este era o nosso lugar! O barco das polacas era o mais forte, mas quisemos dar luta até ao fim.”, disse Maria Cabrita. Na terceira posição do pódio de K2 200 ficaram as italianas Francesca Capodimonte e Francesca Genzo.
Montemor-o-Velho está na rota de treino e competição de grande parte das seleções presentes neste mundial de velocidade. Com o fim da competição em vista, Mário Santos, Presidente do Comité Organizador do evento, admite que desde o primeiro minuto “o grande objetivo da organização é que tudo corra bem, para todos, e que sejam cumpridos os requisitos técnicos da competição.” E não esconde: “É evidente que é sempre bom para nós que isto seja acompanhado do sucesso desportivo e isso aconteceu hoje, o que nos traz uma enorme alegria.”
O terceiro, e último, dia de competição tem início esta sexta-feira, feriado 10 de junho, às 10h no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho. O dia será preenchido com um total de 17 finais divididas pelas distâncias de 500 (durante a manhã) e 200 metros (durante a tarde), para homens e mulheres, em Kayak 1, 2 e 4, bem como Canoa 1, 2 e 4 apenas para homens.
Todos os resultados e calendário competitivo disponível em: www.canoesprintportugal.com
Montemor-o-Velho recebe a partir desta quarta-feira, 8 de junho, o Campeonato Mundial Universitário de Canoagem. Até 10 de junho concentram-se no Centro de Alto Rendimento os melhores estudantes-atletas de canoagem em busca dos títulos mundiais de velocidade em canoa e kayak. A competição conta com a presença de 18 países contabilizando um total de 162 participantes.
Esta terça-feira, 7 de junho, durante a Cerimónia de Abertura, Daniel Monteiro, o presidente da Federação Académica do Desporto Universitário reforçou a oportunidade única de receber uma competição internacional desta importância: “Portugal tem muita experiência na organização de grandes eventos e espero que este fique na memória de todos os participantes. Não só pelos resultados que vão alcançar, mas também porque têm a oportunidade de conhecer a hospitalidade nacional, a cultura e usufruir das infraestruturas que temos em Montemor-o-Velho.”
A comitiva portuguesa, presente nos Mundiais de Montemor-o-Velho, é composta por 24 estudantes-atletas (17 homens e 7 mulheres) e esta tarde coube Francisca Laia fazer o Juramento dos Atletas na Cerimónia de Abertura. A canoísta, que está apurada para os Jogos Olímpicos do Rio em K1 200, tem as expectativas elevadas para os Mundiais e resume numa frase: “Espero chegar à final!” Francisca não vai competir com as adversárias habituais, mas está em casa: “Conheço muito bem a pista de Montemor-o-Velho, é aqui que treino e faço grande parte das competições nacionais. Em prova cada segundo é precioso e é nisso que me vou concentrar.”
Os Mundiais de Canoagem instalam-se no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho até 10 de junho, e para Mário Santos, Presidente do Comité Organizador, “este evento só é possível graças ao empenho de todas as entidades envolvidas.” E acrescenta: “Portugal gosta de canoagem e temos excelentes atletas! Acreditamos nas carreiras duais e que o desporto pode ser divertimento, mas também um fator de crescimento pessoal e profissional.”
Presente esteve também o Vice-Presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Vítor Pataco, que, chamado pelo membro do Comité Executivo da Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU), Kemal Tamer, oficializou o início do 7º Campeonato Mundial Universitário de Canoagem.
A competição começa esta quarta-feira, 8 de junho, às 10h45 no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho e o primeiro português em prova é David Varela em K1 1000 (10h52). A partir das 17h45 realizam-se as primeiras semi-finais dos Mundiais Universitários de Canoagem.
Todos os resultados e provas em www.canoesprintportugal.com
O primeiro painel do dia do Fórum FADU debruçou-se sobre o "Passado, presente e futuro: a organização do desporto universitário em Portugal" e contou com a presença de Filipe Santos, ex-presidente da FADU, João Ribeiro, coordenador de desporto da UTAD e de Ricardo Morgado, adjunto do Secretário de Estado do Ensino Superior do XIX Governo Constitucional.
O painel debateu quais as melhorias que devem ser implementadas no desporto universitário português, com Ricardo Morgado a dizer mesmo que "a seguir à Federação Portuguesa de Futebol, a FADU é a federação com mais potencial desportivo em Portugal", por ser "praticamente um comité olímpico universitário".
O adjunto do Secretário de Estado do Ensino Superior do governo de Pedro Passos Coelho disse ainda que "seria positivo para a FADU uma clarificação da tutela", com a Federação Académica do Desporto Universitário a "sair a ganhar se a relação com o governo fosse bilateral e não tri-partida".
João Ribeiro, coordenador de desporto da UTAD, mostrou-se satisfeito pelo facto de "cada vez mais o desporto universitário estar na agenda e cada vez mais as associações académicas e as instituições estão a apostar no desporto".
Para o responsável pelo desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a situação a corrigir é "criar uma estratégia nacional e não local ou regional", não esquecendo que "não há trabalho sem ser em conjunto com os estudantes porque são eles o pilar de tudo isto".
Filipe Santos, ex-presidente da FADU, também saúda o facto de as universidades "paulatinamente terem vindo a criar serviços na área desportiva", lamentando apenas que se "invistam milhões no alto rendimento, mas não se investe nas instalações desportivas no Ensino Superior".
O ex-presidente e ex-Secretário-Geral da Federação Académica do Desporto Universitário contextualizou ainda os primeiros passos da estrutura a nível internacional, contando que "em 1969 Portugal desistiu de organizar as Universiadas devido à procura excessiva de vistos para entrar no país. Nos anos seguintes procurou-se recuperar a credibilidade aí perdida e o trabalho feito nos anos seguintes foi muito proveitoso".
Um dos temas também abordados foi o aproveitamento dos atletas do Desporto Escolar no Ensino Secundário para o desporto universitário, com Filipe Santos a lamentar que "o sistema desportivo e o sistema universitário estejam muito fragmentados" e com Ricardo Morgado a defender que o Desporto Escolar "deve passar à FADU informações sobre os atletas que transitam para o Ensino Superior".
O adjunto do Secretário de Estado do Ensino Superior do XIX Governo Constitucional defende ainda que "a FADU devia estar presente nas comissões técnicas do Desporto Escolar" pedindo um "esforço de coordenação com o Desporto Escolar".
A Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) apadrinhou recentemente a criação da Federação de Desporto Universitário em São Tomé e Príncipe (FDU-STP). A recém-criada federação inspirou-se no modelo organizativo da FADU Portugal.
O presidente da FADU, Daniel Monteiro, considera que este tipo de disponibilidade por parte da federação é “extremamente importante, ainda para mais no contexto da Comunidade Lusófona, onde o desporto universitário tem um enorme potencial para se assumir como um motor de cooperação relação entre as comunidades dos países membros da CPLP.”
Bruno Barracosa, membro do comité executivo da Associação Europeia do Desporto Universitário (EUSA) e ex-presidente da FADU, marcou presença na Assembleia-Geral fundadora, por forma a acompanhar a criação da federação, que utiliza o modelo de gestão da FADU.
A FADU é das poucas federações internacionais do desporto universitário com um modelo organizativo liderado por estudantes. Assim, a Federação Académica do Desporto Universitário portuguesa participou na criação dos estatutos da Federação são-tomense e assessorou a realização da Assembleia-Geral fundadora.
O representante da FADU presente na fundação da FDU-STP, Bruno Barracosa, mostrou-se satisfeito pelo “empenho, dedicação e compromisso de um conjunto de jovens estudantes são-tomenses, que se propuseram a abraçar o desafio de criar esta estrutura de defesa e promoção dos interesses desportivos dos estudantes de São Tomé”, considerando ainda que é para ele “um orgulho a FADU assumir o papel de estrutura irmã pela sua génese estudantil”, para além de constituir “mais uma voz na lusofonia a pugnar pela promoção do desporto no Ensino Superior”.
A FDU-STP foi arquitetada por cinco jovens de três universidades diferentes do país e o corpo diretivo foi eleito com 32 votos a favor e 3 abstenções. Telmy Dênde, recém-eleito presidente da estrutura, agradece a disponibilidade imediata da FADU, acrescentando que “serviu de inspiração para nós, devido ao facto do seu modelo organizativo ser um orgulho” para os fundadores da FDU-STP.
Telmy Dênde diz ainda que a federação portuguesa “teve uma importância crucial na criação da FDU-STP”, agradecendo ainda a presença e a colaboração de Bruno Barracosa na Assembleia-Geral fundadora.
A criação da Federação Desporto Universitário de São Tomé e Príncipe contou também com a presença do representante do Ministro do Desporto e da Juventude, do Reitor da Universidade de São Tomé e Príncipe e dos responsáveis do Instituto do Desporto e do Instituto da Juventude.
Montemor-o-Velho recebeu esta sexta-feira, 10 de junho, o terceiro e último dia de competição do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem. A jornada foi preenchida com a realização de 17 finais de velocidade que trouxeram duas medalhas de Ouro para Portugal, uma conseguida pelo kayak da dupla Maria Cabrita e Francisca Laia em 500 metros e a segunda nos 200 metros a solo da portuguesa olímpica. A seleção da Polónia continuou a senda vitoriosa e regressou a casa com um total de 21 medalhas: 18 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze! O Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho foi a casa dos mundiais de velocidade de 8 a 10 de junho e juntou 162 estudantes-atletas de 18 países.
O vento forte e a manhã nublada não conseguiram tirar o brilho à formação da Polónia que garantiu, nas três primeiras finais do dia, igual número de medalhas de Ouro. A supremacia polaca foi quebrada por Francisca Laia e Maria Cabrita que conseguiram a primeira medalha de Ouro dos Mundiais Universitários de velocidade para Portugal. A dupla nacional estava muito satisfeita, mas também surpreendida: “Os 500 metros nunca foram a nossa especialidade, este ano não treinámos esta distância e não estávamos à espera de chegar a uma medalha, muito menos a de Ouro.” Admitiu a olímpica Francisca Laia, que ainda acrescentou: “No fundo fizemos tudo bem, conseguimos sair bem, viemos sempre numa boa pagaiada e mantivemos o ritmo até ao fim. Pode ser um pouco exagerado, mas foi a prova das nossas vidas!”, concluiu Francisca. A dupla portuguesa juntou a este título, a Prata nos 200 metros alcançada na véspera e o Ouro que Francisca Laia conseguiu em K1 200. A especialista portuguesa já espera um bom resultado, mas não deixou de frisar: “na linha de largada somos todos iguais, o lugar em que ficamos depende da prova que fazemos até à meta. E qualquer erro, sobretudo nos 200 metros, pode ser fatal!” Portugal fez-se representar nestes Campeonatos Mundiais com 24 selecionados e conseguiu 2 medalha de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze.
Olhando para as contas do Mundial encontramos na Polónia uma recordista. Trouxe a maior representação - 26 estudantes-atletas - e conseguiu 21 medalhas. Até o selecionador Piotr Grochowski ficou espantado: “Isto é incrível! Esperámos ganhar algumas medalhas, mas nunca pensei que pudessem ser tantas!” O líder polaco explica o sucesso alcançado com “trabalho árduo, excelentes treinadores, mas também muita alegria naquilo que fazemos”, concluiu. A segunda seleção com mais títulos alcançados foi a Itália com 11 medalhas - 1 de Ouro, 5 de Prata e 5 de Bronze. A fechar o pódio coletivo ficaram duas formações com 8 medalhas: Portugal (2 medalhas de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze) e a Hungria (1 de Ouro, 1 de Prata e 6 de Bronze).
Portugal teve pouco mais de três meses para preparar os Campeonatos, a FISU - Federação Internacional do Desporto Universitário depositou confiança nas cores nacionais e não se arrependeu. “Foi um campeonato excecional!”, começou por dizer Kemal Tamer, represente do Comité Executivo da FISU, para acrescentar: “Portugal tem uma das melhores pistas de canoagem do mundo, a paisagem é maravilhosa e a competição foi muito boa, por tudo isto o Comité Organizador está de parabéns!” Com os olhos postos no Brasil, Tamer não esconde “Gostava muito que alguns estudantes-atletas conseguissem bons resultados nos Jogos Olímpicos. Era bom para os atletas, para o país e também para a FISU.” O próximo Campeonato Mundial Universitário de Canoagem realiza-se em 2018, em Szeged, na Hungria.
Montemor-o-Velho recebeu esta quarta-feira, 8 de junho, o primeiro dia do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem que se estende até 10 de junho, no Centro de Alto Rendimento. Foi uma jornada em cheio para os portugueses que asseguraram a passagem a sete finais nestes mundiais de velocidade. Apenas Ana Correia e Jorge Castro, em K1 500, ainda têm uma meia final pela frente. O Campeonato reúne um total de 162 participantes, vindos de 18 países, e entre eles alguns já têm os olhos postos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: para além da portuguesa Francisca Laia, o polaco Pawel Kaczmarek e o checo Filip Dvorak também têm o carimbo olímpico no passaporte desportivo.
Pawel Kaczmarek ganhou esta quarta-feira a única regata em que participou (K1 200 metros) passando diretamente à final, que se realiza no segundo dia de competição. Com 21 anos, o estudante de desporto conseguiu a qualificação olímpica durante a Taça do Mundo, que se cumpriu em Montemor-o-Velho no passado fim de semana, e não esconde: “Vim a Portugal para mostrar que estava bem e consegui alcançar os meus objetivos!” Com alguns resultados como júnior e sub 23 em Campeonatos da Europa e do Mundo admite que não é fácil fazer uma “carreira dividida”: “é difícil ter bons resultados quando se estuda e treina ao mesmo tempo. Mas ir aos jogos olímpicos é um sonho e vou fazer de tudo para ter bons resultados.”
Montemor-o-Velho é a casa da canoagem nacional e tem sido talismã para vários estudantes-atletas estrangeiros como o checo Filip Dvorak que está pela segunda vez em Portugal e consegue, também pela segunda vez, qualificação para os Jogos Olímpicos. Uma tarefa árdua, mas apoiada pela universidade que frequenta: “estudo economia e gestão numa faculdade que disponibiliza diversas bolsas académicas para que possamos alcançar os nossos objetivos.” Com 27 anos, Dvorak pratica canoagem desde que se consegue lembrar: “é uma tradição de família que vem do meu avô e do meu pai. Em vez de ir para o jardim infantil eu passei a minha infância na casa dos barcos!” Nos olímpicos de Londres, em 2012, alcançou um quinto lugar, e do Brasil já conhece a pista onde vão decorrer as regatas: “é bastante grande e vai estar cheia de bons atletas, mas nunca sabemos o que pode acontecer!” Filip Dvorak só entra em competição esta quinta feira onde participa na final direta de C1 1000: “Os polacos estão muito fortes, mas espero levar medalhas de Portugal!”
Vitor Félix, Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, acompanha de perto os Campeonatos Mundiais Universitários e não podia estar mais satisfeito com o evento: “temos condições de excelência em Montemor-o-Velho que são aplaudidas também pelas comitivas estrangeiras. Esta é uma das melhores pistas mundiais de canoagem e todo o investimento que foi feito no Centro de Alto Rendimento já está a dar frutos, tanto ao nível dos atletas como das competições que podemos organizar como será o caso dos Campeonatos Mundiais de seniores que acontecem em agosto de 2018.”
O segundo dia de competição começa esta quinta-feira, 9 de junho, às 10h30 no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho com a primeira final masculina em K1 1000. O dia será preenchido com a atribuição dos títulos mundiais de todas as variantes de 1000 metros para os homens e K2 200 para mulheres. Durante o período da tarde realizam-se as meias finais K1 500 metros para homens e mulheres onde estarão presentes Ana Correia e Jorge Castro.
Todos os resultados e informações disponíveis em www.canoesprintportugal.com
Mais de 160 atletas de 18 países vão competir no 7º Campeonato Mundial Universitário de Canoagem que decorre entre 7 e 10 de junho, no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.
Depois do sucesso da Taça do Mundo de Canoagem que este mesmo local acolheu no último fim de semana, está agora na vez da competição universitária. Esta prova, que tem início a 8 e prolonga-se até 10 de junho, terá a participação de grandes nomes da Canoagem.
Entre as 18 equipas inscritas, 14 delas são europeias. Juntamente com a Austrália, China, Coreia do Sul e Japão, fazem a lista perfeita para um grande campeonato. A maioria das equipas já chegaram a Montemor para a Cerimónia de Abertura de amanhã, dia 7, que terá lugar no Centro de Alto Rendimento pelas 18 horas.