A três meses do arranque da 30.ª Universíada de Verão, que este ano decorre nas regiões da Campânia e Nápoles, cerca de sessenta chefes de missão das 124 federações universitárias que estarão presentes na competição, em julho, reúnem-se por estes dias em solo italiano. A Missão Portuguesa está representada pela chefe da comitiva, Susana Feitor, e pelo responsável do departamento Internacional da Federação Académica do Desporto Universitário, Marco Oliveira.
Na manhã desta quarta-feira, os chefes das delegações dos vários países foram recebidos por várias entidades locais, entre elas o presidente da Região da Campânia, Vincenzo De Luca. ‘Queríamos muito que a Universíada se realizasse aqui e por isso fizemos um esforço enorme, investindo de forma direta e indireta cerca de 270 milhões de euros para promover a imagem de Nápoles e da Campânia, um território rico culturalmente e com muitos tesouros artísticos, nomeadamente Pompeia. Temos a certeza de que a Universíada será um grande sucesso’, referiu o autarca, acrescentando que durante a competição será homenageado Pietro Mennea, no quadragésimo aniversário do recorde mundial de 200 metros estabelecido pelo velocista italiano na cidade do México.
Em contagem decrescente para um dos maiores eventos do desporto universitário, também o comissário Gianluca Basile deixou garantias: ‘Estamos a trabalhar arduamente para mostrar a melhor face da Campânia e de Nápoles. Os jovens da nossa terra terão a possibilidade única de intercâmbio com estudantes universitários de todo o mundo’.
O presidente da Câmara Municipal de Nápoles, Luigi De Magistris, sublinhou que Nápoles e a Campânia estão prontas para oferecer o que de melhor têm: ‘humanidade, beleza, cultura e hospitalidade’. Em resposta, o presidente da International University Sports Federation (FISU), Oleg Matytsin, reforçou a notória ‘vontade política para fazer uma Universíada de grande sucesso’ e reconheceu o caminho já percorrido. ‘Nos próximos meses haverá trabalho a fazer, mas muito já foi feito’.
O desporto não conhece fronteiras e disso foram testemunhos aqueles que ontem, em Vila Real, participaram no ‘Dia Paralímpico na UTAD’. Atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, boccia, voleibol sentado, ténis em cadeira de rodas, judo e ténis de mesa foram as modalidades à disposição dos mais de 150 jovens que participaram nas atividades levadas a cabo na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Esta foi a primeira iniciativa do ‘Dia Paralímpico no Ensino Superior português’ após a assinatura do protocolo de cooperação entre a Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) e o Comité Paralímpico de Portugal (CPP). Na sua intervenção, no colóquio que decorreu da parte da manhã, o presidente da FADU, Daniel Monteiro, referiu a ‘importância e o papel que o desporto tem na integração e inclusão de jovens’ e reforçou a ‘necessidade da igualdade de oportunidades e a força do Desporto no combate à discriminação’. Para Daniel Monteiro foi dado mais um importante passo para ‘mostrar que jovens com deficiência podem ser ativos e ter atividade física ou desportiva regular’.
Durante as suas intervenções no colóquio ‘Movimento Paralímpico’, o atleta paralímpico Mário Trindade, o treinador João Amaral Mendes e o presidente da Federação Portuguesa de Natação, António José Silva, partilharam experiências, realçando os bons exemplos e a importância de projetos que valorizem o desporto adaptado e o movimento paralímpico no País.
De referir que, em 2017, a FADU em parceria com o CPP avançou com um estudo junto das instituições de Ensino Superior para compreender a realidade quanto ao número e hábitos de jovens com necessidades educativas especiais. As conclusões contribuíram também para que o ‘Dia Paralímpico no Ensino Superior português’ se tornasse uma realidade, uma vez que a grande maioria dos jovens admitiram não ter hábitos de atividade física ou desportiva regulares, e manifestaram interesse em passar a ter.
A Universidade Nova de Lisboa conquistou o troféu coletivo da prova de Natação Piscina Longa, que decorreu este domingo no Complexo de Piscinas do Estádio Universitário de Lisboa. No pódio ficou também a Universidade do Minho que conquistou a prata e a Universidade do Porto, terceira classificada no coletivo.
Durante a tarde foram batidos quatro recordes nacionais: Francisca Azevedo, Beatriz Carmo, Raquel Pereira e Madalena Azevedo, da NOVA, nos 4x50 metros livres feminino (1:51.73 m); Francisco Santos, da AEIST, nos 50 metros masculino (26.86); Rita Frischknecht, da AEFML, nos 100 metros costas feminino (1:04.62) e Ana Margarida Rodrigues, da U.Porto, nos 50 metros mariposa feminino (28.91).
A prova reuniu aproximadamente 180 atletas de 34 clubes.