Portugal sagra-se Vice-Campeão do Mundo de Futsal Masculino

A Seleção Nacional Universitária Masculina de Futsal vendeu cara a derrota frente ao Brasil na final do Campeonato do Mundo de Futsal, em Varsóvia. Depois de ter caído nos quartos-de-final da competição em 2024, a formação comandada por Pedro Palas e Luís Silva chegou, desta vez, à final e soube reagir ao poderio do Brasil. A capacidade de resposta da equipa permitiu-lhe chegar à reta final do jogo em busca do empate e a partida só ficou totalmente fechada a 9 segundos do fim. A comitiva portuguesa chega a Lisboa esta quarta-feira, 8 de julho, pelas 12h35 locais.

 

 

A Seleção Nacional Universitária Masculina sagrou-se, esta terça-feira, vice-campeã do Mundo depois de ter perdido frente ao Brasil por 8-5. Embora o resultado possa deixar antever facilidades para a seleção brasileira, a verdade é que tal não aconteceu. A formação orientada por Pedro Palas e Luís Silva demonstrou sempre uma boa capacidade de resposta à vantagem que o Brasil ia construindo e nunca deixou o adversário totalmente confortável na partida.

 

Prova disso é que, depois de o Brasil ter chegado ao 4-1, ainda na 1ª parte, Portugal não baixou os braços e foi reagindo à adversidade, colocando-se constantemente a dois golos de distância e deixando o adversário em sentido até ao final do jogo.

 

Depois de ter, em 2024, ter ficado pelo caminho nos quartos-de-final, eliminado pela Croácia, Portugal registou um percurso bem mais positivo este ano ao atingir a final da competição. A determinação e vontade de dar a volta aos acontecimentos foram trunfos que ajudaram a manter a equipa ligada do primeiro ao último minuto de jogo, literalmente. Isto porque, nos últimos minutos, Portugal apostou no guarda-redes avançado e ainda chegou ao 7-5, dispondo de oportunidades para reabrir e, até, empatar a partida. Contudo, um golo brasileiro a 9 segundos do fim, acabou por liquidar as aspirações portuguesas.

 

No fim do jogo, o Selecionador Nacional Pedro Palas reconheceu que a entrada em jogo ficou aquém do expectável, mas ao mesmo tempo elogiou o carácter de um grupo que nunca desistiu de lutar: “Tal como todas as finais, elas têm de ser jogadas na máxima concentração possível. Demos uma parte de avanço ao Brasil, errámos onde não podíamos ter errado. Mas estes miúdos têm um carácter enorme e o carácter deles fez com que o Brasil abanasse na segunda parte. Lutámos, apostámos no 5x4, marcámos, eles abanaram. Tivemos ocasiões para fazer mais um ou dois golos e até igualar. Não fizemos, e quando não matamos, acabamos sempre por ver o outro lado da moeda.”

 

Em jeito de conclusão, Pedro Palas considera que a equipa deve ficar orgulhosa com o que conseguiu neste Mundial. “É um resultado demasiado expressivo para aquilo que foi o jogo deles. Mas é o futsal. Temos de sair de cabeça levantada e com um orgulho por este processo de preparação. Não era o resultado que queríamos, mas acima de tudo foi um honra liderar estes miúdos neste torneio”, referiu, acrescentando que este resultado significa, também, as “dores de crescimento” de que “esta equipa jovem, talvez a mais jovem do torneio” precisa para ganhar maturidade neste tipo de jogos no futuro.

 

Rafael Freire acredita que os erros cometidos neste jogo, frente ao Brasil, vão ajudar o grupo no futuro. “Saio deste torneio muito orgulhoso com o que fizemos como equipa. Crescemos muito durante este mês de estágio. Mas em jogos como este, os erros pagam-se caro. Contudo, vão servir de lição para o futuro”, adverte o capitão de equipa, admitindo que o grupo deu uma boa resposta depois de uma primeira parte menos conseguida. A conversa no balneário funcionou. “Sabíamos que tínhamos de mudar alguma coisa. Mostrámos atitude na segunda parte. Tentámos, não conseguimos. É um desgosto acabar em 2º lugar, mas trazemos a medalha de prata para casa. E vamos aprender com os erros”

 

Grupos

A Seleção Nacional Universitária Feminina integrou o Grupo A, juntamente com Polónia, Costa Rica, Estados Unidos da América e Taipé Chinês.

Já a Seleção Nacional Universitária Masculina ficou integrada no Grupo B, onde mediu forças com Brasil, Finlândia e Israel.

 

Calendário de jogos

Seleção Nacional Universitária Masculina

1 de julho (quarta-feira)
- 09h00| Portugal, 2 x Finlândia, 0

2 de julho (quinta-feira)
- 12h00| Brasil, 1 x Portugal, 1

3 de julho (sexta-feira)
- 12h00| Portugal, 21 x Israel, 0

5 de julho (domingo) – Quartos-de-final
- 18h00| Portugal, 4 x Líbano, 1

6 de julho (segunda-feira) – Meias-Finais
- 18h00| Portugal, 8 x Chéquia, 4

7 de julho (terça-feira) – FINAL
- 18h00| Portugal, 5 x Brasil, 8

  

Seleção Nacional Universitária Feminina

1 de julho (quarta-feira)
- 15h00| Polónia, 1 x Portugal, 2

2 de julho (quinta-feira)
- 15h00| Portugal, 8 x Costa Rica,1

4 de julho (sábado)
- 15h00| Portugal, 10 x Estados Unidos da América, 1

5 de julho (domingo)
- 12h00| Portugal, 6 x Taipé Chinês, 0

6 de julho (segunda-feira) – Meias-Finais
- 09h00 | Alemanha, 0 x Portugal, 3

7 de julho (terça-feira) - FINAL
- 15h00 | Portugal, 0 x Brasil, 3

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