Portugal garante dupla final contra o Brasil

A Seleção Nacional Universitária Masculina de Futsal confirmou, num jogo bastante aceso, a presença na final do Campeonato Mundial Universitário de Futsal 2026, onde vai defrontar o Brasil esta terça-feira às 18h00 portuguesas.

 

 

A Seleção Nacional Universitária Masculina de Futsal garantiu um lugar na final do Campeonato Mundial Universitário de Futsal ao vencer a Chéquia por 8-4, num jogo em que teve de ‘puxar dos galões’ para se afirmar na quadra. Depois de uma primeira parte de altos e baixos chegou a estar a golear por 4-0 e chegou ao intervalo a ganhar pela margem mínima, a turma comandada por Pedro Palas e Luís Silva foi mais incisiva na segunda metade, construindo, assim, um resultado avolumado.

 

Destaque para Tomás Silva que, depois do bis apontado frente ao Líbano, apontou um hat-trick frente aos checos, indicando o caminho para o triunfo. Já Gonçalo Paixão bisou e contribuiu, também ele, para a resolução do encontro que ainda viveu momentos de indecisão nos primeiros minutos da 2ª parte.

 

Tiago Rodrigues, Abel Vaz e um autogolo completaram a lista de marcadores de Portugal. A Seleção Nacional Universitária Masculina de Futebol assegurou, então, um lugar na grande final, que terá lugar esta terça-feira, pelas 18h00 portuguesas. E ganhou o direito de poder repetir o feito alcançado em 2008, em Koper (Finlândia), quando ergueu o troféu pela única vez na história.

 

No fim do jogo, o Selecionador Nacional Luís Silva [que faz equipa com Pedro Palas] elogiou o comportamento da equipa, apesar da quebra registada na reta final da primeira parte. “Fizemos um grande jogo. Pecámos apenas nos últimos cinco minutos da segunda parte, em que depois do golo do guarda-redes da Chéquia, ficámos nervosos e nunca mais nos conseguimos encontrar”, afirmou, considerando que o intervalo ajudou a equipa a reorganizar-se: “Retificámos o que havia a retificar. E a segunda parte foi ‘top’. Estamos onde merecemos estar.”

 

Sobre a falta de experiência da equipa, Luís Silva refere que os jogadores têm um trunfo que ajuda a compensar. “Temos uma equipa bastante jovem, não sei se não é a mais nova do Mundial. E em alguns momentos a falta de experiência e maturidade pode surgir, mas temos uma entrega fabulosa, a qual consegue, muitas vezes, superar essa falta de experiência que, por vezes, acusamos”, diz. Sobre a final desta terça-feira com o Brasil, o treinador mostra confiança absoluta na equipa: “Estamos na final, vamos jogar sem pressão. Temos de ser aquilo que temos vindo a ser ao longo da competição. Estou bastante confiante, os jogadores acreditam no processo e vamos dar tudo para sair vitoriosos.”

 

Abel Vaz, autor do último golo de Portugal, fez uma análise crua à partida. “Entrámos muito fortes no jogo, fizemos quatro golos de forma rápida e isso não fez muito bem à equipa. Não estivemos muito organizados a defender no 5x4. O intervalo fez-nos bem, foi aí que se viu a força da nossa equipa”, disse, indicando que “a final com o Brasil será muito física e quem ganhar mais duelos individuais terá vantagem.” E deixou um aviso: “Vamos tentar ganhar o troféu 18 anos depois e continuar a fazer história.”

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